morpheus

Em Matrix (que é até hoje um dos meus filmes favoritos, perdendo apenas talvez pra Enfermeiras Safadas 5), o Morpheus dá uma lição importantíssima sobre pessoas alienadas defendendo um sistema que as explora. Eis a a brilhante cena, que eu tenho a impressão de que nunca foi tão relevante quanto atualmente:

E eis a frase chave: “você precisa entender que a maioria dessas pessoas não está pronta pra ser desplugada. E algumas delas estão tão acostumadas, tão dependentes do sistema, que lutarão para protege-lo“.

Num texto recente, confundi os inúmeros leitores que sempre me julgaram um playboyzinho reacionário de direita ao dizer que não apenas apóio a onda de manifestações que está acontecendo no Brasil, como acho que mais importante que os objetivos imediatos dos revoltosos é o efeito dominó que, quem sabe, instile em nosso povo um sentimento de obrigação cívica. O brasileiro é há muito tempo criticado por sua inércia; finalmente, nos emputecemos o suficiente pra tocar a revolta pública que há muito tempo cobrávamos de nós mesmos.

E em tempo de campeonato de futebol, ainda por cima! Daí você tira o quão puto o povo brasileiro estava: nem o pão e circo tradicional serviu pra segurar a onda. Aliás, o “pão e circo tradicional” (nosso futebol mundialmente respeitado) é parte do problema: o preço da Copa do Mundo do ano que vem encabeça a lista de motivos pra se revoltar.

Então. Eu nem parei pra pensar que esse novo espírito revoltoso, que esse novo brasileiro 2.0 que vai pra rua e reinvidica, pudesse ser manipulado para o “mal”. E hoje percebo que minha análise desse novo ânimo manifestante foi muito ingênuo.

protesto

Começaram a estourar manifestações de apoio a empresas de MMN que foram recentemente bloqueadas pela Justiça. Em Brasília, eles fecharam o acesso ao aeroporto.

Ao ver esse tipo de coisa, não consigo NÃO lembrar da cena de Matrix. O que o Morpheus alertou é exatamente isso que você vê na imagem e nos links acima: um grupo tão dependente de um sistema nocivo que os explora, que chegam a levantar a voz para defender o sistema contra seu desligamento.

Não demorou nada pra que gente pilantra cooptasse o novo espírito de manifestações do nosso povo pra divulgar e defender suas safadezas…

Caralho, fazem 5 dias que eu não atualizo este websítio.html. Aliás, 6 dependendo do seu fuso horário. Como moro no fuso horário correto, fazem então 5 dias mesmo.

Este é o momento perfeito para um post estilo RAPIDINHAS, algo que há muito tempo não faço. Vem comigo!

Faz exatamente uma semana que sou o detentor de uma carteira de habilitação plena.

Melhor pixar TUDO, vai que vocês começam a mandar pizzas aqui em casa

Ou seja, todos que apostaram que eu bateria o carro e/ou faleceria em menos de 7 dias após ter a autorização governamental para dirigir sem as limitações da learners tomaram no cu.

Eu aprendi algumas coisas sobre ser motorista. Primeiro: o volume do seu sistema de som atinge o nível adequado quando é possível ver o retrovisor vibrando com a batida da música; qualquer volume inferior a isso sinaliza sua preferência a trosobas vascularizadas adentrando-o retrofuricularmente sem lubrificação.

A segunda coisa que eu aprendi é que não existe indignação mais pura e sublime que aquele momento em que um senhor de aparentes 97 anos de idade, tendo decidido que viveu uma vida longa e produtiva, enfia-se na sua faixa, bem na frente do seu carro, sem qualquer respeito por leis de trânsito ou da física.

Estava eu me dirigindo ao shopping para pegar meus novos óculos (já já falo sobre isso) quando este antediluviano, talvez tendo até esquecido que estava dirigindo, jogou seu Corcel II — na verdade era um Oldsmobile Delta mas preciso contextualizar pra você — bem na frente de meu carro.

Foi uma raiva totalmente nova. Mais do que quando alguém mexe no meu celular sem autorização, mais do que encontrar uma garrafa vazia na geladeira,  mais do que quando você diz que fulano “morreu de AIDS” e algum babaca pedante na área informa que “mas ninguém morre ‘de AIDS’ né”. Seguindo essa lógica tio-do-pavêzística, ninguém morre atropelado, ou afogado, ou baleado também.

Ah, e hoje eu também presenciei uma velha louca fazer uma incrível manobra suicida e entrar na contramão de uma movimentada avenida da minha cidade.

Por que quando eu upo a imagem, a MSpaintzada fica toda tosca?

A seta azul mostra a trajetória correta de alguém que sai da Sarcee e entra na John Laurie indo no sentido Oeste. Já a seta vermelha indica a mesma trajetória, caso o motorista tenha perdido a vontade de viver. Você notará pelo furgão vindo na direção contrária que este é o caminho mais rápido para enfiar-se em cheio no tráfego vindo no sentido oposto.

A cara da véia foi indescritível. Aliás, mentira, porque posso descrever sim — ela levou a mão ao rosto e esboçou aquele olhar de “caralho mas que excelente merda eu acabo de fazer” imortalizado pelo Macauley Culkin. 

Meu choque ao ver a véia entrando com tudo na contramão talvez foi maior que o dela própria. Coincidentemente, eu fiquei preso atrás dela na rodovia e apontei inúmeras infrações que ela cometeu naquele curto espaço de tempo. A coisa quase terminou com a morte da véia!

Óculos novos. Quase idênticos aos antigos, mas com grau updateado. Comprei óculos escuros também — uma necessidade indispensável para dirigir na neve. A última vez que possui um par de óculos escuros foi em 1999, não-coincidentemente o ano de lançamento do longametragem Matrix.

Eu bem que poderia fazer uma tirinha estilo “como eu acho que ficarei usando óculos escuros/como eu realmente fico usando óculos escuros” mas, apesar de tal tirinha ser 100% fidedigna e relevante à condição de um moleque de 16 anos que de repente passa a usar óculos escuro até pra mijar por causa de um filme, quanto menos dessas tirinhas forem feitas e colocadas na internet, melhor.

Voltando rapidamente ao papo de carro: lembrei agora que você deve, imediatamente, baixar a trilha sonora de Top Gear e colocar no sistema de som de seu veículo automotor.

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Desviar de carros a 100 quilômetros na rodovia ao som desse sintetizadorzim 16 bits essencialmente saciou a necessidade de aventura e emoção que eu futilmente preenchia com videogames. Vou até vender meu Nintendo DS.

Cês viram que o BTjunkie morreu? Eu nunca usei o BTjunkie, e inclusive tenho uma certa aversão ao site porque eu tinha um colega de trabalho exacerbadamente filho da puta que vivia recomendando o serviço.

Vocês lembram quando Kazaa e outros P2P similares começaram a fechar e a galera da internet fez pouco caso, dizendo que torrent é uma alternativa melhor e perene, já que é descentralizado e tal? Poisé. Dá vontade de rir de quão ingênuos nós éramos.

O cerco tá fechando.

Vocês lembram deste maluco?

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Este é o senhor Edward Muscares, mais um dessa estranha safra de velhos malucos da internet. Ele fazia vídeos bizarros e era infame por ser um sex offender (não sei a tradução desse termo).

Pois bem, o maluco morreu recentemente. É estranho ver a internet lamentando a morte de um cara que era famoso não apenas por ser bizarro e ter ido à cadeia por possivelmente estuprar alguém, mas também por ter feito target=”-blank”>este asqueroso vídeo defendendo as propriedades de uma escova de limpar privada como coçador de costas alternativo.

Quando li American Gods, um livro extremamente over rated de um autor mais over rated ainda, a única coisa que prendeu minha atenção foi o subplot (e que resultava em post twist previsível) dos truques de mágica que o protagonista passa boa parte do livro executando. A descrição do Gaiman do french drop, que é o mais simples truque mágico possível, é ilustrativa o bastante pra você conseguir seguir os passos do truque sem jamais ve-lo em ação.

Encontrei do nada um target=”-blank”>vídeo tutorial que explica o truque bem direitinho. Deu vontade de aprender uns truquinhos e falhar miseravelmente quando for apresenta-los aos amigos no próximo evento social que eu provavelmente não participarei porque tudo que eu faço da vida ultimamente é trabalhar, escrever e estudar

E você, como está?

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