Rato na Locadora

ADENDO COM UM PEQUENO REVISIONISMO HISTÓRICO

Oi pessoal. Tudo bem? Vim editar este post pra acrescentar umas informações interessantes.

Recentemente escrevi este outro post contando mais uma estripulia minha na já célebre locadora do Seu Roberto, o argentino. Revelei alguns detalhes a mais da história (a localização da locadora, por exemplo), o que resultou num leitor identificando tais detalhes e alegando que conhecia o Seu Roberto.

E mais — o tal leitor ainda adicionou que o Seu Roberto tem conhecimento do meu site, e das histórias envolvendo o estabelecimento dele, e que as acha engraçadas.

Obviamente achei que o tal leitor estava tirando onda com a minha cara. Pra resolver o impasse, ele foi e revelou inúmeros detalhes que eu nunca havia comentado no site — o nome do prédio, o nome da esposa do cara, entre outros. Ele mandou até o facebook do Seu Roberto e pasmem — o cara não estava mentindo. Lá está a foto do cara, a foto dos filhos, tudo confirmado.

Por que estou dizendo tudo isso? De acordo com o tal leitor, o Seu Roberto leu os posts referentes a ele e achou graça das histórias — apesar do fato de que eu não fui muito bondoso quando descrevi o cara.

Compreenda uma coisa: como o cara era uma figura de autoridade da minha infância, inevitavelmente ele tinha seus momentos de antipatia. A mente infantil filtra certas coisas como imposições de regras e tentativas de manter a ordem contra a bagunça de criança como filha da putice (aposto que sua opinião sobre seus professores de infância é diferente hoje, pelo mesmo motivo).

Como meu trabalho aqui é mais fazer você rir d que pintar um quadro 100% verossímil dos fatos, alguns detalhes são exagerados para efeito cômico. O HBD é em boa parte um registro das minhas memórias de infância e, nas minhas memórias de infância, essa era a figura do cara: um argentino comprovador do estereotipo nacional sobre os hermanos.

Na real, o cara era simplesmente um pai de família tentando ganhar a vida honestamente e se vendo obrigado a lidar com um bando de moleques enjoados e que viviam aprontando merda — como eu.

Assim, mandei a seguinte mensagem para o Seu Roberto no Facebook:

Só que dessa vez não há exagero cômico. A locadora do Seu Roberto, um ambiente que eu orbitei durante toda a minha infância, foi o fator decisivo para minha formação como nerd gamer. Foi lá que cresci idolatrando videogames, foi lá que arrumei minha primeira namoradinha, foi lá que meu caráter foi formado. Não fosse ele, é bastante possível que eu não tivesse me apegado aos jogos durante minha juventude; jamais teria o grupinho de amigos com interesse similar, não teria um local familiar pra frequentar com a turminha do bairro, pra jogar e conversar sobre jogos.

Por isso: obrigado, Seu Roberto.

A propósito: vendo o perfil do cara no Facebook, notei que ele ainda é praticante de squash. Com isso lembrei-me que em uma ocasião ele levou a mim, meu irmão e o filho dele pra jogar na quadra onde ele praticava. Porra, e todos esses anos eu lembrando do cara como um filho da puta?

O filho da puta da história sou eu.

(Decidi não alterar o conteúdo do post porque apesar da título do update, não quero reescrever o registro histórico)

***

Lembram desse post? Claro que você lembra, foi um dos melhores textos que já apareceram nesta merda. Você lembra especificamente desta parte?

Finalmente o mistério será revelado

Então rapaziada do meu coração. Estava eu sentado lá na sala assistindo uma bobagem qualquer, quando comento com a namorada que preciso de alguma história dos anais da minha grande infância pra entreter uma porção de nerds desocupados que eu não conheço (dica – rima com OCÊS).

A minha mulher, extremamente informada sobre todas as minhas estripulias pré-adolescentes, me sugeriu contar a vocês a lendária história do rato e meu subsequente banimento da locadora do bairro. Isso era na época que “banimento” significava realmente “você está proibido de frequentar um ambiente ao redor do qual seu círculo de amigos orbita”, e não “você foi expulso de um fórum e agora vários nerds revoltados poderão falar o que quiser a seu respeito sem precisar temer uma resposta”.

E me deu um estalo. Eu não prometi contar essa história pra vocês há anos atrás? Uma rápida busca no WordPress me confirma que sim, realmente prometi uma crônica detalhando os pormenores de mais uma de minhas estripulias pueris. E como alguém me contou que os textos que vocês mais gostam é os que vos permitem imaginar minha pessoa se fodendo quando criança, aí vai.

Imaginei o verão cearense de 1996, ou seja, aquela época do ano em que as chuvas evaporam um pouco antes de tocar o chão e ar condicionados trabalhando a todo vapor mal conseguem reduzir a temperatura em salas de espera pros 30 graus. Eu tinha, deixa eu fazer as continhas, doze anos. Ou melhor, onze, porque como meu aniversário é em novembro a probabilidade dessa desventura ter se passado nos outros dez meses anteriores é mais alta.

Então, lá estava eu com meus doze aninhos vagabundando em casa. Não havia internet, TV a cabo era aquele tipo de sonho de consumo ainda impopular, eu não tinha um videogame ainda, e a constante vigilância materna tornava virtualmente impossível esconder uma revista de pornografias carnais nas dependências da nossa casa. Sem muitas opções de divertimento, meu estilo de vida na época se baseava em se encontrar com os amiguinhos do bairro na frente ou dentro da locadora da região para discutir os assuntos de vigência em nossas vidas infantis patéticas e sem propósito algum.

Justamente pela falta de propósito ou significado em nossas vidas, algumas idéias visivelmente retardadas não eram simplesmente discutidas em caráter de seriedade, mas também colocadas em prática prontamente, em questão de minutos. Passávamos dias inteiros planejando a logística de planos retumbantemente retardados, como por exemplo dar uma festa dentro daquela “casinha” no condomínio da esquina onde os zeladores do prédio estocam o lixo produzido pelos condôminos.

Não tou inventando isso. Nós realmente fizemos isso, com a ressalva de que no contexto infanto-juvenil cearense, a tal “festa” se resumiu a sete moleques confinados num espaço de cinco metros quadrados, comendo biscoito Passatempo e bebendo refrigerante genérico rodeados por camisinhas usadas, testes de gravidez e fraldas sujas. Aliás, algo que minha mente infantil não poderia apreciar na época é a cômica porém lógica sequência dos nojentos itens que nos rodeavam naquele ambiente. Mas divago.

Vou te dar um momento de ponderação pra que você possa apreciar a imagem mental de um punhado de moleques retardados de classe média alta se reunindo pra comer e conversar rodeados de lixo puramente por não ter nada melhor pra fazer. O contexto que você precisa extrair dessa anedota é que nós nem mesmo hesitávamos antes de aprontar algo completamente imbecil por causa da necessidade de arrumar alguma coisa pra fazer.

Num desses dias de completo ócio, eu dei a idéia (eu tenho certeza que deve ter sido eu quem sugeriu isso, porque entre meus coleguinhas infantis retardados, eu era provavelmente o menos intelectualmente abençoado) de irmos brincar num site de demolição (que costumava ser um conjunto habitacional até os tratores da prefeitura aparecerem) nas adjacências do nosso bairro.

Eu lembro que tentei convencer a turma enchendo as cabecinhas deles com fantasias sobre todos os itens descartados – verdadeiros tesouros de valor incomensurável como relógios quebrados ou frisos de portas – que sem dúvida encontraríamos entre os escombros das casas destruídas, mas eu devo ter esquecido que praquela turma, uma idéia imbecil não precisava ser validada por uma justificativa duplamente imbecil. E fomos todos lá pra remexer as ruínas do conjunto habitacional.

Na foto: eu, com 11 ou 12 anos, coletando tesouros entre escombrosEnquanto meus amigos saltitavam alegremente entre vigas de metal enferrujado e cacos de vidro como uma perseverante família de catadores de lixo daquelas que passam o dia inteiro vasculhando o esfíncter da sociedade moderna na esperança de achar comida apenas parcialmente consumida, eu vasculhava o chão atentamente em busca de algum tipo de material interessante que na manhã seguinte serviria na escola como evidência da minha aventura vespertina com meus amigos do bairro.

Mas minha busca foi sem sucesso, porque aparentemente os mendigos que de vez em quando perambulavam as redondezas já pilharam o lugar de qualquer objeto de valor. Além de uma caixa de sapatos molhada, tudo o que víamos era pedaços de tijolo e cimento quebrado.

Até que finalmente percebi no cantinho do olho aquilo que onze anos depois daria o título a este texto – um gordíssimo rato de esgoto; cinza, peludo e visualmente repugnante como manda o roteiro que descreve a aparência de ratos de esgoto caso tal roteiro existisse em algum lugar além da minha imaginação.

Foi aí que o meu espírito empreendedor floresceu na forma da mais genial idéia que eu tive naquela tarde – e se eu usasse aquela decrépita caixa de sapatos molhada para capturar aquele pokemon selvagem e em seguida trazer o fruto da minha caçada pra locadora, permitindo que meus amiguinhos que não participaram da aventura pudessem apreciar os resultados da ida ao terreno demolido? A idéia era tão sensacional que jamais poderia resultar em algum problema.

O rato se mostrou particularmente não-responsivo, então coloca-lo em cativeiro foi extremamente menos problemáticos do que todas as outras vezes em que eu tentei capturar um rato vivo. Se eu lembro bem, houve pelos menos cinco momentos distintos da minha vida em que eu precisava (ou apenas QUERIA) obter um rato.

Já de posse do meu roedor, reuni os companheiros e exibi o achado. A minha genial idéia de repente pareceu não mais tão genial, porque todos sugeriram exatamente a mesma coisa, quase ao mesmo tempo – vamos levar o bicho pro pessoal lá da locadora!

A decisão foi unânime. Se tratava, de fato, de mais uma de nossas sensacionais idéias que não poderiam de maneira alguma dar errado. Além do mais, os mendigos começavam a orbitar o terreno, certamente tentando declarar posse de qualquer outro achado de valor que extraíssemos do seu território. Nenhum de nós tínhamos seguro de vida contra tétano adquirido por meio de esfaqueamento administrado por moradores de rua, então tava na hora de se mandar.

Serelepemente nos dirigimos à locadora do escrotíssimo Seu Roberto que, pra deixar a história ainda mais saborosa, era argentino. Neste ponto seria redundância desnecessária esclarecer que Seu Roberto se tratava de um dos maiores filhos da puta com quem eu já tive o desprazer de interagir.

O único motivo pelo qual prestigiávamos o estabelecimento gueimer dele era a posição geográfica conveniente, até porque a tabela de preços era absurda. Um real por hora em jogos de SNES e Mega Drive (quando as outras locadoras frequentemente cobravam metade do preço), TRÊS por hora em Playstation, N64 e 3DO. Seu Roberto era o tipo de pessoa que fazia você interromper a expressão “…e eu não desejaria aquilo nem pro meu pior inimigo!” pra perguntar ao interlocutor se ele conhecia o dono da locadora do nosso bairro, em seguida adicionando que no caso dele uma exceção seria aberta.

Então. Adentrei o recinto do Seu Roberto com o rato a tiracolo e a minha turminha seguindo de perto, como caçadores nas planícies da Tanzânia retornando à cidade com um troféu em forma de um cadáver de um animal selvagem qualquer.

Meus companheiros de aventuras serviam como anunciadores da minha proeza, indo em cada cabine e interrompendo as partidas de Mortal Kombat pra informar os fregueses da locadora sobre o grande e cinzento rato de esgoto que nós achávamos que seria de grande interesse pra eles.

E, contrariando o bom senso, a pivetada realmente estava interessada no meu rato. A patotinha esqueceu os videogueimes temporariamente e cercaram a trupe de intrépidos caçadores, curiosos em relação ao nosso ratinho de esgoto. Puxa aqui, puxa ali, todo mundo esquecendo o instinto de auto-defesa temporariamente e metendo a mão ao mesmo tempo pra afagar o bichinho. E então acontece.

Se você está prestando atenção na narrativa, a caixa de sapatos estava originalmente molhada por uma substância que apenas hoje em dia eu percebo que provavelmente se tratava de urina de mendigo aidético. Não precisa ser um engenheiro estrutural da NASA pra saber que a integridade física da caixa estava seriamente comprometida. A força exercida pela multidão de moleque puxando a caixa em vários vetores diferentes acabou rompendo os ligamentos da fibra molhada do papelão, fazendo o rato cair no chão. Deixando a letargia inicial de lado, o rato em seguida correu em direção às cabines onde os videogames ficavam, buscando refúgio.

Foi pensando em momentos tais como esse que o nosso povo desenvolveu expressões como “aí fodeu tudo”.

Como que movido por molas, a pivetada inteira pulou pra fora da loja, largando controles de SNES no chão, derrubando cadeias, empurrando-se uns aos outros. Se você frequentou alguma locadora de videogame na sua vida, você deve saber que o ato de derrubar um controle no chão era extremamente mal visto pela administração do estabelecimento; alguns até mesmo puniam o delito com a redução do período que o cliente pagou pelo jogo.

Algumas simplesmente recusam serviço na segunda derrubada. O que é compreensível, afinal de contas, aqueles consoles e todos os periféricos relacionados eram o ganha pão dos nerds adultos que se aproveitavam do preço alto dos consoles aí no Brasil pra montar aqueles estabelecimentos comerciais.

Agora, eu tenho muita certeza que a pivetada não estava realmente apavorada com o rato. As duas meninas que de vez em quando frequentavam o lugar (e por muito azar escolheram justamente aquele dia pra jogar The Lion King) talvez estivessem genuinamente assustadas; o resto da pivetada deve ter ido junto pelo prazer de participar da algazarra.

Então, onde eu estava mesmo? Ah, sim a pivetada tava fugindo da locadora como os botafoguenses viados que provavelmente eram (Little known fact: todo botafoguense é viado. Isso é uma constante quântica), derrubando controles, cadeiras e as outras crianças que tinham o azar de se encontrar entre a gurizada e a saída. Sem compreender a balbúrdia, me resignei a me agachar perto de uma das mesas pra recapturar o rato, lembrando neste momento que eu ainda não havia dado um nome a ele.

Enquanto em pensava num bom nome cristão com o qual pudesse batizar meu novo animal de estimação, notei que um par de sapatos havia se posicionado bem do meu lado. Sapato muito sério, de couro marom que indicava que o dono dos pés que os calçavam eram sem dúvida um adulto. Um adulto de provável mau humor, o que era o resultado comum de minhas estripulias.

Era ninguém menos que o odiável Seu Roberto, dono da locadora, filho da puta local da nossa região. Sem emitir nenhum tipo de comunicação audível, Seu Roberto fez algo a respeito do qual eu só havia até então lido em revistinhas da Mônica – o filho da puta me pegou PELA ORELHA e me dirigiu até a saída do seu estabelecimento comercial.

Tudo em seguida aconteceu muito rápido. Eu lembro de ver a gurizada, uns vinte moleques mais ou  menos, formando aquela rodinha estupefata na calçada. A gritaria atraiu alguns vizinhos, que correram pras portas pra averiguar quem estava arrumando confusão daquela vez. Seu Roberto finalmente largou minhas orelhas, mas não sem antes me dar um empurrão pro meio da pivetada. Os corpos franzinos de meus colegas amorteceram o impacto, não por solidariedade mas porque foram pegos de surpresa também. Finalmente, Seu Roberto decidiu se pronunciar.

Eu não falo espanhol, mas eu tenho bastante certeza que ele não estava recitando a letra de uma canção dos Menudos. Seu Roberto em alguns momentos lembrava que não entendíamos sua língua e enfiava alguns palavrões lusófonos no meio de sua gritaria, entre os quais o que me lembro com mais clareza é “lazarento”. Naquela época eu ainda era levemente religioso, então a maneira como o sujeito transformou um nome bíblico em um xingamento foi no mínimo fascinante.

O cara começava a se comportar de maneira bastante agressiva, de forma que eu achei que sair correndo em direção à minha casa era a única alternativa viável no momento. Por um momento eu achei que o cara ia me perseguir na corrida, mas as portas da locadora ainda estavam abertas e aquela multidão de moleque não pensaria nem 1/6 de vezes antes de pilhar completamente o interior da loja. Talvez eu deva minha vida a isso.

O desgraçado não me seguiu, mas no mesmo dia ele foi bater na porta da minha casa exigindo falar com meus pais. Não presenciei a conversa, mas o resultado dela é que eu fui colocado no castigo mais cruel que meus pais jamais me impuseram: fui proibido de sair na rua por aproximadamente seis meses. E eu, absolutamente retardado, segui o castigo à risca até mesmo quando meu pai estava de viagem e não teria forma nenhuma de saber que eu estava quebrando sua ordem.

O ostracismo foi tamanho que, quando pena foi finalmente reduzida por bom comportamento e eu fui permitido sair em liberdade condicional, alguns de meus colegas tinham até se mudado de bairro, e outros alegaram achar que eu havia morrido.  Tomei conhecimento de que, no mundo exterior, eu havia me tornado uma espécie de moleque prodígio, famoso por ter provocado o maior e mais memorável tumulto que a turma havia presenciado. Eu me tornei uma lenda entre a pivetada, mas o status de celebridade não veio sem um preço muito caro.

O tempo distante da minha turma resultou efetivamente numa total desconexão com a galera. Eu havia sido cortado do grupo, a patotinha havia sido desfeita, e a maioria do pessoal havia começado a se relacionar com outros grupos. Tinha até mesmo novos moleques na região que eu jamais havia visto, que me saudaram como uma espécie de celebridade ao tomar conhecimento de que eu era O Israel que havia soltado o rato na locadora. Não dava pra se reunir na casa de alguém pra jogar Sonic sem que algum novato me pedisse pra repetir a história mais uma vez.

Sem putaria, em algumas situações eu fui apresentado aos recém-chegados do bairro pelos mais veteranos como se eu fosse algum tipo de herói de guerra.

E naquele dia eu jurei uma terrível vingança contra argentinos em geral e Seu Roberto em particular, que infelizmente jamais se materializou.

/p

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comments

82 comments

  1. A infância verdadeira. Bons tempos aqueles em que amigo não era uma pessoa da tua lista no orkut e que castigos que te privavam ir além das redondezas dos muros e grades de casa eram mais temidos que a morte.

    @Gabriel P.: Lamento por sua infância de “piá de prédio”, em que a aventura mais divertida da sua vida foi quando você se escondeu no estacionamento quando brincava de pique esconde (quando sua mãe deixava vc sair de dentro do apartamento).

  2. Agora vejo que não estava sozinho. Tive três ratos de estimação, todos os três convenientemente nomeados de Floyd e concidentemente todos os morreram devorados pelo meu Pastor Belga que deveria gostar de iguarias feitas de roedores.

  3. >mfw a foto que eu tirei (essa do rato) de alguma maneira aparece no HDB. Leio o blog há muito tempo. Peguei o link no fórum do Cocadaboa e sigo desde então.

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  4. quide se você colocar links para o texto ali do lado “nois lê”…
    Eu leio o blog a 3 meses e li ela no arquivo…
    Ao menos faça um complemento e não uma copia na cara dura

  5. Kra…lembra dos bits dos cartuchos? No Nintendinho/Master System/Bit System/Phantom System tinha os cartuchos de 1 2 e 4 bits, Phantasy Star era foda pq tinha 4 bits…Dpois no Mega e Super cartuchos tinham 4 8 e 16, qdo lancaram um de 24 bits (Street Fighter) foi a sensação…Lembro que Chrono Trigger foi 1 divisor de aguas pq foi um dos poucos cartuchos q ultrapassou a marca de 24 bits, tinha 32, dpois dele so Bahamut Lagoon e mais um outro chegaram a 72 bits…e a parada dos pinos…no japones tinha 64 pinos no americano 72, tinha q serrar o Super Nintendo pra jogar cartucho do Super Famicon…

  6. hduasdhaufhasfuafuafsds

    essa foi foda, tem q escrever mais desses

    “E como alguém me contou que os textos que vocês mais gostam é os que vos permitem imaginar minha pessoa se fodendo quando criança, aí vai.”

    “Seu Roberto era o tipo de pessoa que fazia você interromper a expressão “…e eu não desejaria aquilo nem pro meu pior inimigo!” pra perguntar ao interlocutor se ele conhecia o dono da locadora do nosso bairro, em seguida adicionando que no caso dele uma exceção seria aberta.”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    festa no lixo do condominio hufsdfhsfh

  7. Isso me lembra o dia em que um amigo meu cagou nas calças dentro da lan house (na epoca do CS). O cara foi cagar, sendo o banheiro era daqueles com um burcado no chão. Ele cagou metade no buraco metade na calça. Depois saiu todo errado, chegou pra um outro amigo: “ei, pow, vai lá na tua casa e pega uma cueca e um shor pra mim”. Quando o pessoal sentiu o cheiro todo mundo saiu correndo. No dia seguinte ele nao foi pra escola por motivos obvios, mas no proximo dia, assim que ele chegou, a primeira coisa que eu disse foi: “aeee, cagão!”.

  8. Se vai servir de sugestão pro próximo artigo, você pode contar como QUASE foi pego pela sogra quando tava pelado na cama dela com a gótica…

    Tá, é porque não achei essa porra de texto em lugar nenhum.

  9. KKK ÓTEEMA !! Tem um novo fan só pelo momento nostalgia de locadoras e as merdas q todos fazemos um dia nos achando os caras mais legais do mundo !

  10. Cara, você poderia ao menos ter editado “onze anos depois” pra “catorze anos depois”, só pra não ficar tão na cara que ou o post é antigo, o que você não sabe matemática…

  11. Cara, esse foi simplesmente um dos textos mais engraçados, escrotos e insanos que eu já li! Eu simplesmente adorei essa história do rato. E apesar de nunca ter feito nada parecido, me fez lembrar dos bons tempos de fliperama da minha infância/adolescência. Só isso já valeria e muito a leitura.
    Parabéns pelo blog!

  12. Quide,cheguei a conclusão que nesse momento você se tornou o que todo garoto um dia desejou,você se tornou BART SIMPSON.Kudos.

  13. Olá Izzy não sei se você ira ler esse comentário mas fico surpreso com as suas historias, não o roteiro delas mas sim o modo como você as contas, faz me lembra de “aventuras sem graça” que aconteceram na minha infância, mas que hoje quando eu as conto numa roda de amigos todos riem devido a minha entonação e hipérboles. Sem mais mimimi, adoro seus contos, são de certo modo ate nostálgicos, e olhe que so tenho 18 anos, abrçs.

  14. Faço das palavras do Darwin as minhas, hahaha.
    Namoral, boa época que pra funcionar tínhamos que assoprar bastante as fitas, hahaha.

  15. Li esse post e agora deu vontade de ler o e-book. Ja baixando pro meu ipad.

    Quem nunca aprontou barbaridades em locadoras de games não teve infância. Aqui na minha cidade agente tinha mania de distrair um amigo que estivesse jogando um game e dar uma leve desconectada no cartucho só pra ver a reação do maluco.. eram horas dando gargalhadas.

    Abraço.

  16. E aí isso, cara me surpreendo demais contigo. Minha história de infância é totalmente igual a sua (ta, em partes vai). Na esquina de casa existiam 2 locadoras, uma de filmes e otra de video games, minha vida nas tardes depois da escola era totalmente dentro delas. Tanto que os donos das mesmas se juntaram em um dos meus aniversários e me presentearam com meu primeiro videogame (lançamento da epóca um nintendo 64). Sério, é muito legal ver histórias iguais as minhas.
    Obrigadão mesmo, voce acabou me trazendo uma nostalgia muito foda e uma saudade incrivel daquela epoca.

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