[ Resenha de Filme ] As Branquelas (White Chicks, 2004), parte 2

[ Se você não leu a primeira parte, clique aqui! ]

Aqui está a segunda parte dessa resenha. Tive que esperar bastante pra retomar a escrita desse texto porque tive que me consultar com um oncologista após minha exposição ao filme da primeira vez, pra me assegurar que tudo estava bem.

Da última vez, parei exatamente na parte em que as garotas estão fazendo uma festinha de pijama e cabe ao Kevin ensinar as garotas como tratar uma piroca. Com medinho do pênis artificial de silicone, o sujeito inventa mil maluquices pra não ter que colocar a parada na boca porque como sabemos ele iria imediatamente parar de gostar de mulher se isso acontecesse.

Aí vemos coisas deprimentes como esta:

Meu deus. Lembrando que fui FORTEMENTE criticado nos comentários da primeira parte deste resenha porque ousei sugerir que este filme não é exatamente o Cidadão Kane da comédia, como alguns acreditam.

Depois de tooooodo esse lenga lenga e de piadinhas sem sentido, os tais sequestradores (que eram o motivo pra toda a trama) finalmente lembram que precisam aparecer no filme.

…exceto que não. Depois de uma rápida luta coreografada pelo diretor da Turma do Didi, Kevin joga os “sequestradores” na mobília de isopor do quarto e facilmente os derrota. Sério, a parada é tão pastelão que tu fica esperando o Renato Aragão pintar na tela apontando que a cenografia do quarto é falsa depois de liberar uma boa dose de extintor na cara de todo mundo.

E aí descobrimos que não eram sequestradores, e sim um par de strippers cujo mote é fingir que vão sequestrar a garota. Ok.

Estamos agora na praia.

Uma das vilãs do filme, aquela socialite adversária (?) está lendo uma revista qualquer, esbarra com a foto de crianças africanas subnutridas, e comenta que a foto a deprime… porque ela tem inveja da figura esbelta delas.

A tal vilã em seguida convoca o namoradinho pra humilhar as garotas. O rapaz joga uma bola de futebol americano na direção dela, acertando um barril de chopp e assim dando um banho alcólico nas pobres garotas. Nisso o Marcus, ou o Kevin, (é impossível discernir entre os dois irmãos travestis mesmo que você goste do filme) berra ameaças em voz de macho, lembra que está tentando fingir que é mulher, e transforma a ameaça de retaliação num choro impotente.

Você sabe, o tipo de gag que o filme já não está mais em tempo de poder fazer com impunidade. Fazia UM POUCO de sentido quando os rapazes acabaram de entrar no papel de socialites ricas, mas não depois de uma hora de filme, quando já estiveram vivendo como mulheres por alguns dias.

Em vingança, seu irmão pega a bola e devolve ao bully, acertando-o em cheio no peito e afundando seu esterno no processo.

Entra o Latrell.

Sim, ele realmente faz essa cara de estuprador O FILME INTEIRO.

Este nosso Pepé Le Pew afroamericano, que alguns alegam ser a única coisa que se salva do filme — e eu até concordo um pouco — continua sua implacável perseguição do cu do Marcus.

Ele aparece em cima do cara nesta imagem profundamente perturbadora. Eu mesmo já estou me sentindo estuprado só de tirar esse screenshot.

Cruz credo.

Enquanto isso, o Kevin tirou seu disfarce de pseudo Paris Hilton pra ir dar em cima de uma repórter, a tal da Denise Alguma Coisa, que ele conheceu rapidamente numa das festas e até deu em cima levemente enquanto travestido.

Lembra aquele subplot da esposa ciumenta do Marcus? Aquela mesma esposa que ele não tinha NENHUM motivo pra não explicar a missão com a qual está ocupado? Ela descobre que o seu cartão de crédito está com o limite estourado porque “alguém” comprou um vestido de 4 mil dólares. E ela resolve ir tirar satisfação com o marido. Vai dar merda.

À noite, chegou a hora do Marcus finalmente ir no encontro com o Latrell. O policial teme por sua virgindade anal, e não podemos culpa-lo.

Numa tentativa de broxar o cara, Marcus coloca A Thousand Miles Away no som do carro, o que não apenas sai pela culatra — Latrell é, imprevisivelmente, fã da canção — mas também gera a cena mais memorável do filme. A propósito, se você quiser se sentir velho é só lembrar que essa música foi lançada há 14 anos.

Latrell e a travesti menos convincente do mundo vão a um restaurante chique, onde Kevin estava esperando pra pegar as chaves do carro e da casa do cara “emprestadas” pra impressionar a Denise.

O encontro do Latrell e Marcus se resume a isso — o policial tentando futilmente enojar o outro, que parece míope aos sinais claros de desinteresse da “menina”.

Ao mesmo tempo em que esta merda está acontecendo, Kevin (fingindo ser o Latrell, lembrem-se) levou Denise pra casa do cara. Espectadores astutos talvez percebam que isso é um risco adicional desnecessário, colocado na trama apenas pra gerar conflito sem um motivo fidedigno.

Um dos riscos que ele corria, por exemplo, é de ser atacado pelo cachorro do Latrell. O que acontece quase imediatamente.

Enquanto isso no restaurante, Marcus usa uma arma secreta contra as investidas do Latrell — pra impedir um beijo, o policial solta um sonoro e aparentemente molhado peido. E Latrell, em vez de se sentir com nojo, se empolga e solta o seu próprio.

Voltando à casa do Latrell, aquela repórter finalmente dá uma contribuição à trama — ela revela que Ted Burton, o vilão presumido da história (lembra daquele plano de sequestro e tal? O filme já tinha esquecido) — roubou 100 milhões de dólares do pai das socialites adversárias. O que indica que é ele, o tal pai, que está por trás do plano do sequestro.

De volta no hotel, aqueles dois outros agentes do FBI aparentemente descobrem que as irmãs são na verdade homens disfarçados. O que serve apenas pra ressaltar que não havia um bom motivo pra que eles já não tivessem percebido isso desde o começo.

Estamos agora numa boate, onde Latrell lamenta com um amigo o fato de que ele não consegue convencer o Marcus travestido a transar com ele. Aquele douchebag de antes, que deu um banho de chopp nas meninas, sugere então que ele coloque rohypnol, conhecido como “date rape drug“, no drink dela. Neste ponto o filme deixa de ser apenas uma comédia imbecil e se torna literalmente deplorável.

Felizmente o policial não é um imbecil completo; ele percebe os comprimidos fervilhando no meio do drink e os troca de posição. Latrell bebe o martini de clonazepam.

Os problemas de continuismo continuam, aliás. Repare a taça do Latrell.

Neste momento eu tive que me averiguar que o Netflix não mudou de filme sozinho, porque meio que do NADA começa uma batalha de dança coreografada estilo As Apimentadas.

As irmãs Vandergeld humilham as reais branquelas do filme, o que faz com que as Branquelas do título (ou melhor, dublês dançarinos de break dance usando a mesma roupa e perucas e convenientemente nunca mostrando o rosto) saiam ao seu resgate.

Blá blá blá, uma das amiguinhas das Branquelas revela que as irmãs Vandergeld estão na realidade sem dinheiro algum, e Latrel (sob influência da droga que ele tentou dar ao Marcus) está loucaço da cabeça raveando na pista.

Consigo ouvir até o apitinho

E de tão chapado que estava, acabou comendo o rapazinho lá que lhe deus as drogas.

Algo me diz que esse personagem só tinha cabelo comprido por causa dessa cena.

Nisso as irmãs Wilson (que eu achei que já tinham sumido do filme permanentemente) vêem os agentes disfarçados no jornal e pensam… que foram clonadas.

O filme neste momento falou “foda-se, vamos mongolizar essa porra toda agora”.

Chega a esposa ciumenta do Marcus no hotel onde os irmãos estão. Em vez de simplesmente explicar a porra da situação pra esposa, o sujeito fica enrolando a mulher até que ela inevitavelmente encontra seu irmão travestido.

“Eu posso explicar… mas não vou. Abs flw vlw”

Nisso, as reais irmãs Wilson aparecem no hotel pra confrontar os… ai ai ai. Os clones. E aí os agentes do FBI pegam as meninas e levam pra falar com o chefe.

Os agentes então se prestam a “expor” os impostores da forma mais Zorra Total do mundo: arrancando as roupas delas. E pra você ver que pouco mérito essa porra de filme tem, pelo menos em Zorra Total numa cena dessas eles nos mostrariam peitinho e bundinha. Em As Branquelas? Nada.

O chefe vai então até onde Kevin e Marcus estão, finalmente tendo descoberto a falcatrua. Não ficou imediatamente óbvio COMO o chefe descobriu isso só porque seus agentes tiraram a roupa de duas socialites na sua frente, mas enfim.

E aí a trama é revelada de fato: era o pai das irmãs Vandergeld que estava por trás de tudo.

Eis o problema.

Nessa cena, o Vandergeld diz “eles acreditaram! O FBI tá indo embora! Nosso plano está dando certo!”

O problema é: no que o FBI teria “acreditado”, exatamente…? O motivo pelo qual a operação do FBI (ou melhor, dos dois irmãos — o plano de se disfarçar das meninas era tecnicamente não-oficial) deu merda é completamente independente de qualquer maquinação do Vandergeld. Além do mais, ele sequer sabia que as garotas eram agentes disfarçados que se meteram em confusão com a chefia.

Além disso, a polícia só estava lá de tocaia pra começo de conversa porque ELE MESMO TINHA ENVIADO A PISTA PRO FBI. Qual era o plano? “Vamos dar uma pista pro FBI. Eles vão chegar aqui e investigar tudo. Eles terão dois agentes energúmenos, disfarçados das meninas que planejamos sequestrar, e eles vão cagar a operação, o que fará o FBI ir embora. Pronto, conseguimos tirar o FBI de cena, apesar de que nós mesmos que os trouxemos pra cá!”

E aliás, de onde exatamente o filme tira que o FBI abandonou o posto naquela missão de tocaia…?

ESSA CENA NÃO FAZ O MENOR SENTIDO E EU ODEIO VOCÊS POR CONSIDERAR ESSE FILME BOM.

Kevin recebe uma ligação do perito do FBI, avisando pra ele que GUESS WHAT? Aquela nota de ameaça de sequestro tinha as digitais do Vandergeld, que por algum motivo só analisamos agora, e que por um motivo ainda mais sem explicação eu estou repassando pra alguém que não trabalha mais pro FBI, e ninguém mais.

Demitidos e presumivelmente sem acesso aos recursos de maquiadores do FBI, os dois voltam lá pra prender o Vandergeld, usando a autoridade policial e armas que eles não tem mais.

Quero relembrar a todos que a idéia dos dois é pegar os sequestradores no ato, quando a polícia já teria probable cause pra prender o Vandergeld, bastando o tal perito ou um dos dois irmãos AVISAR SOBRE AS DIGITAIS À PORRA DO FBI.

Enfim. Neste desfecho do filme, Kevin e Marcus estão desfilando num show de moda. E lá vem a esposa de um deles, no intuito de sei lá o que, já que ela já pegou o cara a “traindo” algumas cenas atrás. A cena é filmada como se a mulher estivesse lá pra pegar o cara no flagra, o que narrativamente não faz sentido algum.

É realmente bizarro. O tom do filme nesse último ato vira aquelas ALTAS CONFUSÕES de sitcom, sabe? Aqueles mal entendidos clichês e tal. Numa das cenas finais, as irmãs Vandergeld sabotam o desfile, dando a Marcus e Kevin os vestidos errados. Isso faz o público do desfile rir, o que frustra os dois ex-policiais, que por algum motivo se importam com as opiniões de extras aleatórios que sequer sabem suas identidades reais.

Em seu ímpeto de sair da passarela, os irmãos acabam derrubando as modelos, e cada tentativa de melhorar a situação a piora ainda mais.

Sabe aqueles informerciais em que, antes de ser apresentado um produto revolucionário, você vê cenas de alguém falhando miseravelmente em fazer alguma tarefa trivial?

Tipo assim

Essa cena da passarela é basicamente isso.

Enfim. As amiguinhas das irmãs Wilson percebem as irmãs Vandergeld conspirando e rindo em cima da passarela; elas as derrubam no meio de todo mundo, o que faz com que baldes de tinta vermelha caiam em cima delas por motivo algum. Um dos críticos de moda vê essa presepada ridícula claramente sem qualquer direção ou valor artístico, diz que é “brilhante” e começa a bater palma. É um curioso momento de meta-crítica que espelha a forma como os fãs de As Branquelas vêem essa merda.

E então finalmente o tal sequestro QUE ERA A PORRA DA PREMISSA DO FILME acontece. Ou melhor, a tentativa de sequestro. O tal Senhor Vandergeld, um gênio do crime, contratou dois amiguinhos das meninas pra executarem o crime.

Blá blá blá, dá tudo errado, o tal Vandergeld se expõe na frente de todos e basicamente confessa o crime em rede nacional. Latrell pula na frente de uma bala pra salvar uma das meninas.

Chega o chefe e comenta que eles novamente cagaram uma situação completamente, mas que pelo menos “pegaram o cara certo”.

E no final, tudo dá tudo certo. Kevin pega a repórter, a esposa do Marcus (que não tem um real motivo pra estar com raiva, lembrem-se) o perdoa, Latrell pega as duas socialites, fim.

Eu odeio esse filme. Eu odeio esse filme profundamente. Existe um motivo pelo qual esse filme tem 15% de aprovação no Rotten Tomatoes, que eu até considero essa nota generosa. As Branquelas é um filme sem sentido, sem graça, sem motivo pra existir.

E não venham me falar que “ah Izzy mas é comédia né rsrsrs“. Não vejo ninguém defendendo Zorra Total ou Praça é Nossa como bastiões da sátira com esse argumento — porque eles são previsíveis e sem graça, assim como a porra desse filme. Por outro lado, Airplane!, uma comédia totalmente pastelão, tem 98% de aprovação no RT.

Por que? Porque é um filme engraçado. É um clássico. É bobo na superfície, mas inteligente no âmago. Comparar os dois só porque ambos tem “comédia” no verso do DVD é como comparar filet mignon e o músculo de um cadáver em putrefação porque ambos podem ser definidos como “carne”.

“Mas é uma comédia, Izzy!”, repetem incessavelmente os afligidos pelo mal gosto de gostar de As Branquelas, como se esse filme fosse comparável a Annie Hall, Ghostbusters, ou Tempos Modernos do Chaplin. Só na cabeça de vocês que definir um filme como “comédia” é justificativa pra um negócio imbecil como esse.

Que bosta de filme escroto do demônio. Eu odeio vocês.

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comments

38 comments

    1. Cara, vi esse filme ali por 2006, quando tinha 12 anos, na Tela Quente. Comparando com filmes que passavam na Tela Quente, como Bem Vindo à Selva do The Rock, Triplo X, Carga Explosiva, Bad Boys II, Cruzeiro das Loucas, Justiceiro, etc. esse filme era bem “na média”. Nunca vi até o final, mas considero ele assistível até certo ponto.

  1. A segunda parte da resenha deste filme poderia ter ido para o “Cemitério dos posts que o Kid prometeu mas nunca fez” fazendo companhia a continuação da história das patricinhas intercambistas que terminou com um cliffhanger e não teve um final.

    P.S.:Deixando claro que a critica não foi feita ao texto que é muito melhor que o objeto ao qual se refere.

    P.P.S.: Sim, eu odeio, muito esse filme.

    1. Ainda não vi mesmo. E parece que é uma bela bosta, né? Pelo jeito terei que resenhar, você não foi o primeiro a mencionar esse filme!

      Obrigado pelo seu comentário, Jorge! 😀

  2. concordo com o izzy que o filme é uma bosta. mas queria mesmo é entender pq ele usa o RT pra definir se um filme é bom ou não. Brazil, que é um filme que não faz nenhum sentido do começo ao fim por exemplo, recebeu 98%. Só de notar agora tanto erro no plot desse filme eu já teria dado zero mesmo.

    1. É sério que tu não captastes a mensagem do “Brazil”?

      Basicamente, o filme retrata o padecimento de uma vida vazia, alienada, numa sociedade tecno-burocrática. Não obstante, retrata a depressão do protagonista e sua busca incessante por um “novo mundo” (que se aventura no seu próprio mundo interior) ao ponto que ele enlouquece no final, deixando a incógnita de onde houve a ruptura entre a linha que separava o real do imaginário.

      Pra mim, Brazil encarna melhor o espírito do livro 1984 (com nova roupagem e nariz de palhaço) do que a adaptação cinematográfica do mesmo.

      1. Lendo seu comentário percebi melhor a essencial do filme (a ultima cena mostra claramente que o cara enlouqueceu). mas acho que o filme em si não merece o valor que foi lhe dado nem uma nota tão alta. Sem falar de como ele sonhar com aquela garota não foi explicado. Praticamente nem tinha explicação.

  3. parabéns israel, voce DESCONSTRUIU com maestria todas as inconsistências dessa comédia, cuja premissa principal era justamente de ser coerente e passar uma mensagem social

  4. Nunca assisti esse filme de forma completa, sempre em trechos curtos e por isso não dou a mínima.
    Agora um filmaço que usa essa premissa de homens travestidos 8000 vezes melhor, e que ainda tem a Marilyn Monroe em seu alge, cuja versão dublada conta com a voz de Bruce Willys afeminada, é o Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot). No Rotten Tomatoes ele está com 95% de aprovação de público e crítica.
    Se não conhece faça o favor de vê-lo Izzo. =)

  5. Acho que o fenômeno desse filme é tipo quando alguém conta uma piada tão ruim, mas tão ruim, tão tosca e tão mal contada que todo o conjunto acaba se revertendo e se tornando engraçado, de tão porcaria, hehe..

  6. Não dá pra você assistir As Branquelas querendo avaliar a qualidade do filme. É uma comédia tosca, obviamente vai apresentar milhares de falhas técnicas e narrativas; não é um filme inteligente então pessoas ‘cult’ provavelmente não vão achar graça porque as piadas são muito óbvias. É um filme pra você relaxar, e se for assistido sem esse olhar crítico, é incrivelmente engraçado sim.

  7. Acho que esse é um dos casos que, de tão tosco, mal acabado e furado, acaba sendo engraçado.

    Tipo aqueles filmes de terror, que de tanto se levarem à sério, acabam sendo engraçados demais.

    ps: Não, eu não gosto do filme, prefiro ser currado por mil rinocerontes com paus feito de fogo que ejaculam lava do que assistir essa desgraça novamente. Estou apenas teorizando o motivo de tanta gente gostar.

  8. “Um dos críticos de moda vê essa presepada ridícula claramente sem qualquer direção ou valor artístico, diz que é “brilhante” e começa a bater palma. É um curioso momento de meta-crítica que espelha a forma como os fãs de As Branquelas vêem essa merda.” Melhor parte da resenha, morri de rir, parabéns!

  9. Aqui em casa tinha esse filme em VHS, minha irmã adorava, eu parei de assistir quando eles trocaram de roupa para parecerem com elas.

  10. Ri lendo a resenha, mas…

    Esse é O FILME de comédia, cara
    Eu sempre vejo, quando estou feliz e quando estou triste. E continuo morrendo de rir das mesmas piadas…

    Tá no meu TOP 3

  11. Caro Izzy, acabo de ler sua resenha escrita emocionalmente furiosa sobre esta filmografia produzida e dirigida por Ken Ivory Wayans com o tema de comédia sátira entitulado de As branquelas(White Chicks). Acabo de descobrir seu canal pelo YouTube e me deparo com esta resenha da qual demonstra uma revoltante opinião sua. Indo direto ao assunto irei abordar alguns fatos falando das suas comparações das quais achei sem sentido como:

    1. Você comparar zorra total com esse filme não tem muito nexo em alguns aspectos já que esta maldição repetitiva produzida pela “rede bobo” aparece uma vez por semana há 15 anos, já seu irmão mais velho a praça do cazalbé tem 13 de idade a mais (tempo pá carai) suas habilidades respectivamente são:
    -Matar aos poucos insistindo nos mesmos quadros repetitivos mudando sua aparência semanalmente e personagens imortais contando a mesma piada em um Loop infinito.

    Comparar essas duas herpes televisivas ao filme que só foi produzido uma edição, minha opinião fecal sobre sua revolta é de que como você mora fora do Brasil há 10 anos (como você mesmo cita em uns de seus comentários) sua mídia televisiva do qual constrói seu ponto de vista é diferente dos brasileiros, logo acaba tendo por consequência opiniões diferentes sobre este filme, e como os brasileiros não tem costume de ver sátiras sobre cubanos, meninas mimadas pelos pais que aparecem em capa de revista com escândalos e entre outros estereótipos, acaba sendo um coisa nova para este lado do continente fazendo com que tire algumas risadas de uma nova plateia. Entendo e compreendo sua raiva e revolta sobre esta “obra”.

    2- Detalhes de produção e direção  que você aborda na sua resenha, acho perda de tempo já que você está fazendo tanta questão de que uma comédia sátira do qual objetivo seja tirar graça do “no sense” coisas que obviamente na vida real não passariam despercebidos. E no final ainda vem comparar um pastelão desse com uma GÊNIO DA ARTE DO CINEMA E DA COMÉDIA, sinceramente quando cheguei nessa parte fiquei com uma leve impressão de que você tem alguns problemas mentais ou emocionais, ou em últimos casos na hora em que estava escrevendo estava contaminado por “dorgas”, mas provavelmente creio eu que você deve saber que abordar esses detalhes para dizer que o filme é ruim não tem sentido mas sim para representar seu ódio e seus transtornos obsessivos e compulsivos quando você vai ver um filme de comédia que não se deve levar a sério.

    Minha conclusão: você acha o filme ruim o motivo está na sua resenha, mas você não pode dizer que o filme é ruim.

    Ps: curto muito o 99up ! Sou um dos seus 99viders ou sei lá o nome que vocês chegaram a um acordo. :/

    Obra: ato de obrar. Utilizado no interior sertão de Pernambuco.
    Obrar=defecar. Ex: num me aguentei e tive que obrar no mato.

  12. Faltou que Latrell é um jogador de basquete famoso e Kevin se passa por ele pra enganar uma REPÓRTER e isso funciona numa boa, quando ele podia ter simplesmente inventado um personagem não famoso (já que estava tentando enganar uma repórter) rico e tal e ainda assim ter usado a casa do Latrell.

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