Nos últimos dia eu vejo muitos amigos reclamando no tuíter e no Facebook sobre uma suposta bagunça que seus colegas andam fazendo no Facebook.

O que acontece é que além do hábito irritante de dar “share” no Facebook em tudo que é imagem “engraçada” que encontram por aí — essencialmente transformando o Facebook numa filial do 9gag –, a galera anda compartilhando também imagens gráficas de abuso de animais. Pra “conscientizar”, supostamente.

Mano, por que tanta gente não sabe usar o Facebook…? Eu até já me acostumei com os convites de “evento” que são na verdade promoções ou alguma coisa mais inútil ainda. Ou empresas abrindo perfis pessoais. Ou gente me marcando em foto que não tem nada a ver comigo. Ou nego respondendo “ensino médio completo” quando o site te pergunta onde você estudou.

A porra do site tem interface em português. Qual a desculpa?

Pra te ajudar a mensurar a retardadice dessa galera, olha só que incrível: tanta gente põe “completo” no campo que pergunta a sua alma mater (olhaí, hoje tu aprendeu um termo bonito aqui no HBD) que isso provocou o seguinte “bug”:

POISÉ: “completo” é tão utilizado pra definir a escola que a pessoa cursou que o Facebook reconheceu o termo como uma escola. Clica aí, descubra quantos amigos terminaram o segundo grau na “completo” e morra de vergonha.

Mano, não dá nem pra ficar com raiva dum indivíduo desses; é como observar um sujeito que nasceu sem braços tentando limpar a bunda.

Mas um negócio que me irrita mesmo é o hábito, como falei, de transformar a página principal do meu Facebook numa extensão de tudo quanto é site “engraçadinho” dessa internet maldita.

Quando eu entro na porra do Facebook, é pra ver o que meus amigos estão fazendo, ou dizendo, ou comendo — tanto literalmente como figurativamente, graças aos uploads de fotos de restaurante e mudança de status civil de “solteiro” pra “em um relacionamento”. Essa é a função do site.

Em vez disso nos últimos meses eu abro a porra do Facebook e penso que digitei “9gag.com” sem querer. Quando eu notei que tinha que dar scroll por vários minutos até achar conteúdo realmente relevante para o propósito do site, me deu agonia. Saí dando unfriend em um monte de gente, pra reestabelecer uma proporção saudável entre sinal e ruído.

E vou me abster de comentar sobre comunidades como a “Risos no Face”, porque isso daria um texto inteiro.

Esta desgraça tem 219370 "fãs". A página do Monteiro Lobato tem 1200.

Eu tô ligado que alguns argumentam “ahhhh mas se não fosse pra compartilhar essas coisas, não existiria a opção de compartilhar!”. É o argumento de uma tia velha rebatendo a crítica aos seus .PPS. “Se não fosse pra mandar isso, a Microsoft não teria embutido a função de enviar por email mimimi”.

É isso mesmo que eu estou falando: vocês são tudo umas tias velhas repassando tudo que vêem pela frente e cagando a função real da ferramenta.

O problema real é que quem faz isso talvez não pare pra pensar que não se trata de uma ou duas ou três pessoas fazendo também. É TODO MUNDO FAZENDO JUNTO que cria a massa crítica em que essa merda se encontra.

Isso é igual jogar lixo na rua. Quem faz isso é porque pensa que uma pessoa só fazendo não causa tanta diferença. O que acontece é que quando TODO mundo pensa assim, resultando em ruas completamente emporcalhadas.

E o que é pior — isso acaba funcionando como incentivo pra que outros façam o mesmo. Assim como uma calçada cheia de entulho faz o sujeito se conformar em jogar a latinha de cerveja ao meio fio em vez de se incomodar em caçar uma lata de lixo, uma timeline toda poluída com essas merdas acaba reforçando a impressão de que o Facebook é pra isso aí mesmo.

É um círculo vicioso.

É o que está acontecendo com o Facebook. O problema não é uma ou outra pessoa postar esse tipo de coisa (afinal, a função de compartilhar coisas no Facebook é pra isso mesmo). O problema é que o comportamento é generalizado e o FB acaba virando uma filial desses sites “engraçadinhos” que proliferam como o vírus da herpes na internet brasileira.

Eu gosto de rage comics. Eu gosto do 9gag, gosto de rir. O problema é que quando quero visitar o 9gag, eu vou no 9gag. Quando quero me conectar aos meus amigos, vou no Facebook. E vocês tão tornando a porra do Facebook um site redundante.

Vou começar a deixar mensagens pros meus amigos nos comentários do Ñ.Intendo pra ver se vocês gostam.

Falei sobre isso no meu vlog também, ó

Concorda? Discorda? Me segue lá no twitter e me diz o que você acha.

Sabe aqueles papos de intercambista que passa 2 ou 3 meses no exterior e volta dizendo que gringos são “frios” e “preconceituosos” contra brasileiros?

É sempre o papo que eu ouço por aí. Nego vem pra cá (ignore por um segundo que geralmente eles se ISOLAM entre brasileiros e não fazem o menor esforço em se integrar, ainda que temporariamente, à cultura local) e volta com esses papos de que norte americanos são “frios e preconceituosos”. Você já deve ter ouvido esse papo também.

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Antes de começar o post, permitam-me: Ufa! Terminou a caçada por uma nova casa.

Após vagar pela cidade inteira procurando um novo ninho, acabamos escolhendo como novo domicílio uma casa que fica a um quarteirão do trabalho, cinco da faculdade, e uma parada de ônibus de distância da loja de Magic onde os torneios semanais são realizados.

Como se isso já não fosse suficiente pra nos convencer, o aluguel é mais barato.

Mais perfeito, impossível. Agora é esperar pra ver se nossa aplicação será aprovada. Teremos mais uns três dias de tranquilidade.

Quando recebermos a resposta na segunda feira, recomeça a correria assinar papelada, conferir contratos, efetuar pagamento do depósito de segurança (que aquelas manchas de cerveja no carpete do apartemento atual garantirão que não receberemos de volta aquele que pagamos quando pegamos as chaves), e começar a mudança de itens menores.

Mas valerá a pena. A casa é maior, tem a localização mais conveniente possível, e a grana extra abrirá portas pra muitos confortos. Agora só resta cruzar os dedos e aguardar o resultado da nossa aplicação.

Mas sim, o post.

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Fazia TANTO tempo que eu não recebia um comentário vergonhosamente imbecil que, quando li a área de comentários do post anterior e achei esta pérola, até me animei. Aliás, me animei tanto que criei uma categoria especial só pra responder o sujeito. Ele merece.

Zoar comentarista imbecil era um hábito que eu abandonei em prol de outros afazeres. Voltar a essa prática deixa um gostinho de nostalgia na ponta da língua.

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