Top 3 métodos de medição mais bizarros

Ciência é, entre outras coisas, um processo de medições e quantificações. A metodologia do processo científico baseia-se inteiramente na idéia de que tudo pode ser medido de alguma forma, e por isso existem diversos métodos diferentes de medidas.

Quilômetros medem distância entre cidades, litros medem garrafas de whisky, quilos medem sua banha, e por aí vai.

Esses métodos de medida todo mundo conhece e usa diariamente. Mas existem alguns sistemas de medição que eu aposto que tu nunca ouviu falar na vida.

Régua de boiolagem 

Você algum dia deve ter chegado no trabalho, encontrado uma nova cagada do estagiário e comentado com o Oliveira, do departamento de cobranças, em tom de desabafo: “Esse estagiário novo é meio viado, ein?

Você não sabia naquele momento, mas a expressão “meio viado” tem embasamento científico na escala de sexualidade Kinsey. Você talvez não tenha a qualificação acadêmica pra soltar esse diagnóstico, mas ao menos o método de medição utilizado é válido.

Poisé meus amigos. Enquanto o conhecimento popular nos informa que pensar em trolhombas (mesmo que passageiramente) te enquadra automaticamente como bicha desvairada clodovistica, na verdade existem vários níveis de perobice.

A escala Kinsey foi elaborada por Alfred Kinsey em 1948, em seu livro “Sexual Behavior in the Human Male“, ou “Comportamento Sexual do Macho Humano” em tradução livre (leia-se “literal”, já que “macho humano” soa bem estranho em português).

1948, ein? Bem pra frentex, como diria minha mãe, levando em consideração a década em que foi escrito.

A escala vai de zero (exclusivamente heterrosexual) a seis (exclusivamente apaixonado por estrovengas). O 3, bem no meio da escala, seria o “meio viado” que você comentou com o Oliveira.

X seria o sujeito assexual, ou seja, sem interesses sexuais mas que popularmente a gente chama de baitola também.

Escala de bosta

Que carinha de nojo é essa, porra? Larga de ser pederasta nível 6, rapá.

Cocô é uma parte da vida, meu amigo. Existe todo um ramo científico que estuda merda, a coprologia. E como obsessão por medições é uma característica da raça humana, nada mais natural que exista também uma escala de fezes, ora mais.

Criada pela Universidade de Bristol, na Inglaterra, a Bristol Stool Scale (ou “escala Bristol de toletes”) é uma ferramenta médica utilizada pra que pacientes possam descrever suas fezes de forma mais consistente. E curiosamente, “consistente” é  justamente o adjetivo utilizado pra descrever o cocô saudável.

A escala vai do nível 1, descrito como “fezes com formato de nozes e duros de expelir” ao nível 7, ou “inteiramente líquido”. Faltou o nível 8, a “diarréia extremamente pressurizada que é expelida em forma de spray”, um mal que eu descobri semana passada. Mandarei um email pra universidade Bristol lá.

Antes da Bristol Scale, o que os pacientes faziam pra explicar suas excreções pro médico? O cara se espremia todo e cagava ali mesmo no meio consultório, em cima do tapete do doutor? Imagine que cena medieval, meu deus.

“Ahh doutô, eu num sei explicar não. Olha aí”

Aliás, o artigo da escala Bristol me acabou fazendo passear pelo submundo da wikipédia, onde habita por exemplo o artigo sobre defecar. Pare e pense comigo: o que poderia seria pior que dedicar tempo e esforço à ciência fecal? Gastar seu tempo livre fazendo isso redigindo tais artigos pra wikipédia. E gratuitamente, pior ainda.

Mas isso enriquece a enciclopédia livre, não há dúvidas. Eu duvido que a Barsa tinha um artigo sobre limpeza do cu.

O Barba-Segundo 

Pra distâncias absurdamente colossais, existe o ano-luz. Pra estabelecer o ano-luz, bastou ligar uma lanterna, esperar um ano, e sair correndo atrás do feixe de luz com uma régua e marcar com giz onde ele foi parar.

Tá bom, e pra medir o oposto de uma distância escalafobética?

A astronomia tem o ano-luz, mas e ciências que estudam o mundo microscópio como a Física Nuclear? Como medir algo infinitesimalmente minúsculo, como a órbita de um elétron ou o comprimento da sua piroca em pleno estado de rije?

Pra isso o físico Kemp Bennet Kolb criou o beard-second, ou barba-segundo. Assim como o ano-luz é a distância que a luz viaja em um ano, o barba-segundo é o comprimento que uma barba cresce a cada segundo.

Ou, pra usar uma unidade mais conhecida — um barba-segundo equivale a 10 nanômetros.

Eu já tou vendo: alguém aí vai dizer que o barba-segundo é uma palhaçada de cientista entediado, e não uma unidade séria como o nanômetro. Meu amigo, pro seu conhecimento, o Google Calculator aceita cálculos em barba-segundo.

Fig1: validação acadêmica

Se é bom o bastante pro Google, é bom o bastante pro seu professor de Cálculo Vetorial.

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comments

60 comments

  1. “Pra estabelecer o ano-luz, (…) sair correndo atrás do feixe de luz com uma régua e marcar com giz onde ele foi parar.”
    Tava trollando, né, Kid?

  2. @Igor P.

    “Pra estabelecer o ano-luz, (…) sair correndo atrás do feixe de luz com uma régua e marcar com giz onde ele foi parar.”
    Tava trollando, né, Kid?

    Então, sim, eu tava. Ainda bem que alguém notou!

    Na verdade, usaram uma caneta de precisão na medição. Eu troquei por “giz” pra dar uma aparência mais rústica e, portanto, cômica.

  3. Quando sai o post do tapete? ta chegando perto heim? o post da Escala Bristol foi pra quando tu contar aqui amanhã todos já estarmos familiarizados com a escala?

  4. Essa escala de merda de bristol é bastante útil, sempre falo pro meu gastro qual tipo de merda foi usando ela. NOT.
    Also,
    ZZ Top = WIN.

  5. Putz!, eu uso a BSS! Serve pra avaliar o grau de constipação intestinal de um indivíduo. Aquelas bolotinhas de cabrito são cíbalos. Mas é uma merda atender essas coisas, mto chato.

  6. post 5 estrelas aqui, ein?

    Tudo bem que é meio rigoroso/chato demais.. mas você colocou “quilometros” e “quilo” na mesma frase. Minha nerdisse acadêmica não permite que eu deixe de trollar nesses comentários aqui…

  7. Cada unidade mais anormal do que a outra, pelamor…

    Só uma coisa, no mesmo artigo que vc linkou falando sobre o barba-segundo, diz que a conversão é diferente do valor comentado no texto.

    “Kemp Bennet Kolb defines the distance as exactly 100 Ångströms, (i.e. 10 nanometers) while Nordling and Österman’s Physics Handbook has it half the size at 5 nanometers. Google Calculator supports the beard-second for unit conversions using the latter conversion factor.”

  8. Pô Kid, falasse que não estava trollando… Respondia que sim, alguém acendeu uma lanterna no vácuo e um ano depois percorreu 9.460.528.400.000 quilômetros com uma fita métrica

  9. vou criar a escala dentes cearenses para niveis de comicidade.a escala ira de 0 em homenagem a Toninho Segurança (r.i.p.) a 4 dentes em homenagem a tiririca.

  10. “Pra estabelecer o ano-luz, bastou ligar uma lanterna, esperar um ano, e sair correndo atrás do feixe de luz com uma régua e marcar com giz onde ele foi parar.”

    Muito bom, só essa frase valeu o texto todo, passei meia hora rindo sozinho aqui…

  11. PQP Kid, um artigo tão interessante e você me termina com “Cálculo Vetorial”? vou ter que fazer essa merda (tipo 2) de novo esse semestre! Vá a merda1 (tipo 7)

  12. vivendo e aprendendo.. clichê não?!..

    enfim, fui tentar um share rápido para o facebook para compartilhar essa possilga com os amigos e me vejo desprovido dessa opção…

    me corrija caso eu precise de um oftalmologista URGENTE, mas não encontrei…

  13. @Igor.P. -- pior que não é troll do kid não, eu mesmo estava lá quando mediram o ano-luz… nunca andei tanto!!!

    E que medições de merda aquelas hem?!

  14. Kid, já viu isso?

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    A história é a seguinte: O rapaz foi preso por posse de drogas, então o programa “se liga bocão” tava entrevistando ele ao vivo. Quando o apresentador Zé Eduardo pediu pra que se algum telespectador soubesse informação sobre o rapaz preso ligasse ou passasse um email. então mandaram um trote. E o apresentador acreditou…

  15. Cara, eu quase postei uma observação certo dia no meu blog, mas fiquei na defensiva por que pareceria a olhos pedantes que estivesse com tempo à toa, como se não tivéssemos que ter nem um minuto de tempo, pra notar certas coisas:
    Tem uma coisa seríssima que as pessoas não se dão ao luxo de pensar; rapaz vou lhe dizer: o acúmulo de fezes reverte como contenção da espécie no meio ambiente. Só declaro fatos assim. Cada frase que posto dessa categoria é e foi estritamente bem observada. Não é bobeira não.
    Bem mas não é isso que eu ía postar: Ía postar sobre o cocô mais bem feito que fiz, tipo não sujou, não sujou a água, não cheirou forte e nem ruim, e tinha mesmo uma consistência que não causava repulsa. Eu olhei e: “Caralho! Esse cocô aqui é fóda!”
    Eu tinha que ter fotografado, quis fazer isso, se fizesse mandaria pra você postar aqui hoje, o dia da vez do cocô, não é não?!
    A gente tem certos modos de lidar com o dia-a-dia que aqui e ali nos privam de dizer certas coisas, mas às vezes caras e espaços como esse aqui, abrem a chance de a gente extrapolar, e até ser útil, nessa oportunidade.
    Agora, esqueci de dizer uma coisa; isso aí do cocõ foi no dia que reparei em minha pele (tenho 5o) e notei mesmo que tava parecendo a de um garoto. Fiquei benzão comigo, cheguei a fotografar e botar no Orkut.
    Tem certas paradas que são ‘marco’ nas nossas experiências no viver. E a gente quer comentar com outros sobre elas.
    Valeu aí!!!
    No orkut é Deam K-S; o cocô tinha que tá lá …

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