Se você fechar esse vídeo pornô que você deve estar assistindo e parar pra pensar um pouco a respeito do século em que vivemos, chegará à mesma conclusão que eu atingi cinco segundos atrás:

Vivemos num mundo muito seguro, e isso tornou nossa existência muito monótona.

Pense comigo um pouco: cintos de segurança, backups, vacinas, airbags, botes salva-vidas, capacetes, seguros de vida, função “Desfazer” do Word, continues infinitos em Mario World… Temos ao nosso dispor incontáveis mecanismos de proteção que, ao mesmo tempo que nos dão segurança, acabam roubando todo aquele friozinho na barriga, a sensação de perigo, o próprio gostinho de viver. Que tipo de emoção se pode ter num mundo onde você pode comprar uma pílula de emergência minutos após ter estourado uma camisinha?!
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relacionamento

Se você é como eu, você deve passar uma boa parte do seu tempo visitando fóruns de discussão na internet.

Fóruns são uma ótima forma de adquirir uma montanha de opiniões sobre diversos assuntos em que os opinadores obviamente não têm qualquer conhecimento, embora isso não os impeça de falar com a pompa de um especialista. Não importa o assunto sendo debatido (Pontes de hidrogênio? Acasalamento de maripousas norte-americanas? O padrão da bolsa de valores de New York?), sempre aparecerá alguém disposto a se pintar como um profundo expert no negócio.

E um debate que aparece com frequência preocupante é – Namoros à distância valem a pena? Pode ter certeza que o seu fórum favorito já viu pelo menos 5 tópicos sobre o assunto.

Não duvide de mim, seu corno. Abra um fórum qualquer, dirija-se à barra de busca e pesquise o termo. Tente as diversas grafias “alternativas” da expressão (“namoru há distânsia”, por exemplo) porque afinal de contas não podemos dar muito crédito às habilidades gramaticais dos habitantes de uma nação que transformaram o orkut em mania nacional. Clique em SEARCH e você verá que eu, como sempre, estou certo.

Já me envolvi em quatro relacionamentos à distância. Todos foram resultado do mesmo processo — meu pai recebia uma oportunidade mais interessante em um estado que não era aquele em que morávamos, e lá ia a família de mala e cuia seguindo o velho.

E a namoradinha ficava pra trás. Ambos prometíamos fidelidade, e em menos de 3 meses depois o namoro havia acabado. A exceção dessa tendência foi a Bebba, minha esposa, que ficou em Oshawa por um mês quando nos mudamos pra Calgary. Foi o meu único relacionamento à distância que durou, e por condições específicas.

Após experimentar os mesmos sentimentos e chegar ao mesmo resultado nas minhas três primeiras experiências com essa modalidade de namoro, concluí que esse tipo de relacionamento é uma fenomenal perda de tempo – por vários motivos. Cinco motivos, aliás.

5) Manter um namoro à distância é uma espécie de admissão da sua incompetência romântica.

Imagine que você conheceu uma garota interessante na internet. Após conversar com ela por três ou quatro meses, você decide que está gostando da menina o suficiente pra considera-la uma namorada. Essencialmente, você está dizendo pra si mesmo “jamais conseguirei convencer outro ser humano a gostar de mim, portanto preciso fazer qualquer coisa pra manter esta menina/menino que eu nunca vi na vida“.

Ainda que isso seja verdade (e se você é o tipo de maluco que gosta de ler o HBD, provavelmente é), o namoro virtual não está te provendo com absolutamente nada que o faça merecer o título de “namoro” (intimidade, companheirismo, ou a boa e velha fodelança).

Ou seja, você está a troco de nada admitindo que é um merda completo com o sexo oposto, incapaz de convencer alguém do seu círculo social a atura-lo como par romântico.

4) O relacionamento a distância perverte a própria premissa de um namoro.

Entenda uma coisa – seres humanos normais namoram porque gostam de passar tempo junto à outra pessoa.

Quando um sujeito começa a namorar (salvo por cristãos, cujas filosofias a respeito de relacionamentos devem ser ignorados de qualquer maneira), ele não está pensando em passar o resto da vida com a menina. E igualmente, uma garota não começa a namorar ninguém tendo em mente a data de casamento ou nome do primeiro filho. Pessoas namoram porque apreciam a presença do parceiro; o período de namoro é um teste de compatibilidade ao fim do qual ambas partes decidem se poderiam suportar viver juntos pelo resto da vida.

Como o namoro a distância não tem o contato próximo que é justamente o propósito fundamental de um namoro, os amantes pulam a etapa de teste e focam suas atenções e esforços no objetivo final — o casamento. O problema é que você está tomando a decisão de matrimônio sem ter feito aquele test drive essencial antes.

E aí você vê moleques de 17 anos que mal criaram pêlo no saco, mas estão fantasiando em se casar com uma garota que mora a 800km de distância e que eles nem teriam conhecido se não fosse a magia de World of Warcraft.

A triste ironia destes relacionamentos virtuais iniciados em MMORPGs (e acreditem, existem MUITOS) é que ambos os participantes teriam muito mais chances de se relacionar com alguém no mundo real se não investissem tanto tempo na babaquice que é um MMO.

That’s right, I said it.

3) Namoro à distância toma mais tempo na vida do indivíduo do que um namoro convencional

Por causa da falta de contato próximo, os namorados procuram saciar as necessidades românticas passando o máximo de tempo possível se contatando. E assim você acaba vendo aquele amigo que tem que estar em casa às nove hora SEM FALTA por que a namoradinha chega em casa da faculdade e ele não poderá sobreviver se não passar quatro horas no MSN com ela, ou interrompendo uma atividade com os amigos de dois em dois minutos pra responder SMSs da menina.

Enquanto isso, namorados “de verdade” podem se dar ao luxo de se ignorar um pouquinho de vez em quando, já que no dia seguinte recompensarão a ausência com o mais espetacular sexo que os vizinhos deles jamais ouviram.

Esse tipo de comportamento é, como você poderia imaginar, extremamente irritante. Não se surpreenda se seus amigos decidirem te alienar porque você é incapaz de dar toda a sua atenção à partida de War à mão caso o seu celular esteja por perto.

Isso pra não entrar no mérito das viagens que o sujeito invariavelmente planeja pra cidadezinha cu-do-mundo onde a menina mora – viagens que custam dinheiro que ele frequentemente não tem, e que o obrigam a colocar sua vida (família-trabalho-faculdade-amigos) no pause só pra poder ver a menina por três ou quatro dias.

2) Namoro à distância é matematicamente falando um mau negócio

Perdoe-me a sinceridade, mas num ponto de vista estritamente matemático um namoro a distância é o pior negócio em que você poderia embarcar.

Afinal de contas, um relacionamento à distância combina tudo que há de PIOR em ser solteiro — a falta de intimidade com outro ser humano, a profunda tristeza sentida nos Dias dos Namorados, a masturbação crônica — com tudo que há de PIOR em ser comprometido – não estar romanticamente disponível, ter que dar satisfações pra um cônjuge ciumento, a paranóia de estar levando um chifre as we speak.

É o pior dos dois mundos. É mais ou menos como se alguém te vendesse um carro sem rodas. Talvez o fato de ter um “carro” na sua garagem te deixe feliz, mas você continua tendo que andar até a parada de ônibus pra ir pro trabalho. Então, qual a diferença?

Em outras palavras, namoro a distância não suplanta as necessidades românticas do indivíduo. Ao invés disso, esse tipo de relacionamento acaba é sendo emocionalmente desgastante. O que nos leva ao próximo item nesta listinha, o motivo principal pelo qual namoros à distância não valem a pena. E este é o fato de que…

1) “Namoro à distância” e “felicidade” são mutualmente exclusivos

Se você já alguma vez teve um relacionamento à distância, deve concordar que é um negócio extremamente desgastante. Todo relacionamento tem seus prós e contras, mas no relacionamento à distância não existe tal equilíbrio. O ciúme, a paranóia, a saudade e todos os outros pontos ruins desse tipo de relacionamento acabam cansando emocionalmente o sujeito.

Sem exceção, você perceberá que pessoas que terminam namoros à distância descreverão o fim do negócio como um profundo alívio. Afinal de contas, o que o sujeito está perdendo quando termina esse tipo de relacionamento? Ele não tinha contato com a “namorada” mesmo.

Você não compartilhava nada com ela, a não ser logs do MSN. Sua família não sofrerá o típico vácuo pós término de namoro (aquela sensação de estranheza quando a namorada, agora ex, desaparece da vida coletiva familiar), porque a garota jamais pôs os pés na sua casa.

E como eu falei antes, um dos maiores lucros de ter um relacionamento é não depender exclusivamente de pornografia pra saciar os desejos carnais. Eis outra vantagem da qual o namoro à distância não te beneficiou.

Por outro lado, foi-se a constante paranóia de ser traído, foi-se o cansaço emocional de fazer todos os seus planos para o futuro orbitarem seu relacionamento com uma pessoa que você mal conhece na realidade, e também se foram as limitações que um compromisso romântico (mesmo um de mentirinha) impõe. O sujeito agora está livre pra fazer o que quiser.

Ahh, e não venha me falar que você conhece o sujeito porque se falam no Skype e por SMS praticamente 24 horas por dia. A única coisa que você realmente “conhece” sobre a pessoa nesse caso é o som da voz dela e suas opiniões triviais sobre filmes, livros e etc. Só dá pra realmente conhecer alguém através de convivência.

Tendo exposto minhas opiniões, pergunto a você — por que diabos você mantém um namoro à distância?

Rumores urbanos são relativamente fáceis de criar. O processo é sempre o mesmo – alguém interpreta erroneamente uma nota noticiosa, ou um resultado de uma experiência científica, ou um factóide oferecido numa obra de ficção, e passa a vaticinar a má interpretação como se fosse fato verificado. Antes que você perceba, a população em geral acredita e perpetua tais contos como se fossem fatos historicamente documentados.

A nossa única proteção contra lendas urbanas é o fato de que elas costumam carregar um ou mais elementos extraordinários. Uma boa parte de nós tem aquela às vezes irritante porém fundamental característica de questionar imediatamente qualquer coisa que ouvimos – especialmente as extraordinárias. Estes indivíduos são menos propensos a acreditarem em lendas urbanas, e pode ter certeza que após ouvir uma o sujeito se encontrará googleando furiosamente para averiguar a veracidade da história.

Por causa disso, os factóides mais insidiosos são justamente os que não trazem nenhum elemento extraordinário; elas não registram no nosso detector de lorotas e passam totalmente despercebidas. E pior, esse tipo de mito contemporâneo geralmente é repassado com uma maquiagem científica/histórica (ou foi repetido tantas vezes ao longo dos anos) que nos torna mais vulneráveis a ele.

Este texto examinará algumas destas lendas, tenho plena certeza que você já ouviu – e acredita em – ao menos uma delas.
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A geração 16 bits (Super Nintendo e Mega Drive) brindou nossa infância com franquias absolutamente inesquecíveis. Alguns jogos daquela época não eram apenas excelentes, eles carregam hoje a bagagem da nostalgia, aquele sentimento saudoso que nos torna ainda mais aficcionados por eles.

Com a evolução do hardware, era inevitável que muitos daqueles clássicos ganhassem versões mais incrementadas, beneficiados pelas máquinas com capacidade de animar polígonos ao invés de meros sprites BMP. O maior símbolo e arauto da evolução pra terceira dimensão foi Super Mario 64, considerado até hoje o marco da jogabilidade tridimensional.

Acontece que pra cada Super Mario 64 tridimensional e bem sucedido, houve trocentas tentativas frustradas de trazer personagens da geração anterior pra terceira dimensão. Aliás, agora que paro pra pensar, Super Mario 64 foi o único exemplo que consigo lembrar de personagem antigo ganhando jogabilidade 3D decente. Ou seja, a proporção pende mesmo pro pessimismo.

Pensando nisso, bolei aqui essa listinha das piores e mais desastradas empreitadas pelo mundo tridimensional. Se você lembra de algum jogo que fez a transição de 2D pra 3D de forma graciosa e não-tragicômica, por favor, se manifeste nos comentários. Vamos dar crédito onde crédito é merecido.

Mas até lá, vamos aloprar alguns jogos.
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De todas as grandes descobertas das ciências biológicas, o estudo da genética foi provavelmente o mais importante. Gregor Mendel foi o primeiro a elaborar, ainda no século XIX, a idéia de que certos atributos são passados geneticamente dos pais pros filhos. Um conceito aparentemente tão simples e óbvio mudou completamente a forma como o ser humano vê a própria fisiologia e deu a fundação pra outras idéias revolucionárias, como a teoria da evolução.

Nas primeiras décadas de estudo da genética e da evolução, o objeto da análise era muito específico – estudava-se o resultado isolado da evolução num espécime qualquer de um animal. Ou seja, o importante era entender como este animal desenvolveu seu bico, ou como aquele outro aprendeu a voar. O foco da ciência eram modificações biológicas tangíveis.

Só mais tarde é que ficou claro que a evolução não atuava simplesmente dando aos animais novas funções biológicas ou aprimorando mecanismos de auto-defesa. Os genes também eram capazes de perpetuar certos comportamentos que há milhões de anos agiam de forma beneficial ao grupo. Daí vem o termo “comportamento vestigial”, porque ele é um vestígio de um estágio evolutivo inferior.

Hoje em dia, no entanto, tais comportamentos vestigiais não fazem muito por nós. Alguns deles chegam a ser uma encheção de saco.

Vamos dar uma olhada em alguns desses comportamentos evolucionários vestigiais.
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Quando eu era molequinho, ganhei de minha tia (ou surrupiei da coleção dela, não lembro agora) um livro chamado “Mundo dos Fenômenos Estranhos”, ou “Livro dos Fenômenos Estranhos”, de um sujeito chamado Charles Berlitz. Não lembro exatamente a tradução em português, mas aqui está a versão original do livro.

Charles Berlitz foi o primeiro a escrever a respeito do Triângulo das Bermudas, transformando o assunto num fenômeno de pop culture praticamente da noite pro dia. Ao ver que o público americano adorou sua “investigação” do Triângulo, o sujeito decidiu que livros sobre mistérios inexplicados eram um imenso mercado ainda não-explorado.

Ele então escreveu seu segundo livro, aquele que eu roubei da minha tia. Nele, como você deve imaginar, o autor discorria sobre diversos mistérios históricos – desaparecimentos ou mortes estranhas, aparições alienígenas, artefatos arqueológicos de propósito desconhecido, esse tipo de bizarrice. Eu ADORAVA o livro, e nunca conseguia dormir direito após ler alguns capítulos dele.

Há algum tempo eu vinha com vontade de escrever um texto sobre o assunto. Mesmo sabendo que os temas a serem pesquisados provavelmente me levariam a passar algumas noites com a lâmpada do criado-mudo acesa, vasculhei a internet em busca das histórias mais escabrosas da história contemporânea.

Apague todas as luzes da sua casa e embarque nessa viagem pelo estranho e inexplicável.
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Aê, turma. Viu como não demorara TANTO assim entre um post de verdade e outro? O que vocês acharam desse novo método de atualização do HBD? Entenderam agora que o foco não era exatamente notícias nerds, e sim textos mais curtos e menos exigentes? Deixe sua opinião aí nos comentários.

Enquanto isso, hoje temos um Top 5 com um bônus.

Em agosto de 1994 a revista Superinteressante trouxe uma reportagem sobre prédios hipotéticos que mediriam quilômetros de altura. Tá quase invisível nessa minúscula imagem que eu arranjei, mas dá pra ler – é a chamada “Cidade Vertical”, no canto inferior esquerdo da capa.

(Agradecimentos ao Nelson Antunes Filho, leitor do HBD que me arrumou um scan bem melhor da parada. A única outra imagem que eu encontrei era imprestável. Foi só mencionar no twitter a dificuldade de encontrar a imagem, que uma boa alma se prontifica a ajudar. Brigadão, Nelson!)

Lembra dessa edição? Eu lembro, porque sempre foi a minha favorita (aliás, vale mencionar que acesso a revistas brasileiras é uma das coisas que mais sinto falta morando aqui).

Uma das idéias por trás das imensas construções era contornar o problema da super população, mais uma das milhares de catástrofe globais que não se concretizou no tempo em que os analistas previam. E olha que nem tivemos uma grande guerra recente pra equalizar a densidade demográfica. Cientistas geopolíticos, vocês não têm desculpa.
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Mulheres são estranhas. Pelo menos uma vez a cada duas semanas, minha senhora mete na cabeça que tem que ir pra uma boate A QUALQUER CUSTO, praticamente dando a entender que ela morrerá de uma forma bastante horrível se eu não atender o pedido dela. Sei lá o que diabos causa as mulheres a de repente sentir uma intensa agonia cuja única cura conhecida é se deslocar ao clube noturno mais próximo e dançar por três horas seguidas.

Pior mesmo é quando não é o clube noturno mais próximo que sanará sua necessidade de se expressar através da milenar arte da dança, porque aí a viagem é mais longa e mais cedo ou mais tarde eu sou obrigado a exercer mais humilhante e desmasculinizadora tarefa neste mundo azul – segurar a bolsa da namorada porque “ai ai ai meus pés estão me matando, segura isso aqui pra mim rapidinho”. Como se não bastasse eu ter temporariamente me transformado numa espécie de mordomo da menina, ainda sou obrigado a ouvir reclamações a respeito de andar por aí usando um salto alto. Eu não sou nenhum especialista em ortopedia, mas eu suspeito que NÃO USAR TAIS SAPATOS resolveria o problema.

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Olá, vagabundos. Não falei que estaria atualizando essa merda com mais frequência?

Com este texto aqui, inaugurarei uma nova categoria aqui no Agá Bê Dê – o Top X. Minha total falta de disciplina pessoal me impede de prometer adições semanais nessa nova área, mas garanto que escreverei Top Xs com frequência satisfatória. E será sempre o tipo de texto que vocês parecem gostar – extenso, fruto de longa pesquisa, cheio de ilustrações e tudo o mais.

Pra dar o pontapé inicial nessa bagaça, acho que nada seria melhor que mostrar a vocês as principais diferenças entre o Brasil e o Canadá. Esse parece ser um assunto sobre qual muitos de vocês tem bastante curiosidade, ou pelo menos é a conclusão que eu tiro levando em consideração as dúzias de desconhecidos que me adicionam no MSN toda semana pra me fazer perguntas sobre a vida no hemisfério norte.

Agora, quando os paraquedistas do Google me adicionarem no MSN pra perguntar justamente isso, posso dar o link desse texto e voltar aos meus filmes pornográficos.

Aqui estão as Top 11 Diferenças entre o Brasil e o Canadá. Era pra ser um Top 5 originalmente, mas as idéias continuaram vindo e a lista ficou maior. O que é entendível, afinal, foi ingenuidade da minha parte pensar que houvesse apenas cinco coisas nos separando do padrão de vida canadense.

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