"Trolls": you are doing it wrong

Lá pelos meados de 2004 ou 2005, nem lembro agora, eu criei uma comunidade no orkut com um objetivo simples*. Entre numa comunidade séria (grupos de debates políticos ou ideológicos eram nosso principal alvo), invente um argumento contrário à maré filosófica do grupo — repleto de dados e números errôneos –, e continue defendendo seu ponto fria e calmamente, com ar de autoridade.

Em questão de minutos a confusão e o ódio se instaurava no ambiente, porque se tem uma coisa que nós usuários da internet em geral não sabemos como lidar é o erro alheio.

A motivação por trás da brincadeira era simplesmente ver quanto tempo demorava pra tirar alguém do sério não por ofende-lo pessoalmente (aliás, essa era essencialmente a única regra da comunidade — deixe que ELES baixem o nível, mantenha etiqueta de lorde inglês durante toda a discussão), mas sim por se opôr à opinião alheia usando explicações falaciosas e, algumas vezes, visivelmente erradas.

Aquela era a Semeadores da Discórdia. A filosofia por trás da comunidade era simplesmente provocar (previsível) revolta e indignação apenas por estar errado.

Infelizmente a coisa degringolou.

Quando a fama da Semeadores ganhou a internet, uma legião de wannabes se juntou à comunidade. O nosso pequeno grupo de 300 pessoas inflou-se quase da noite pro dia aos 15 mil membros, e com a popularização o espírito original da brincadeira inevitavelmente se diluiu até desaparecer por completo.

Essa nova safra de Semeadores usava perfis falsos (até então, armávamos nossas algazarras com nossos perfis pessoais no orkut, porque a brincadeira era relativamente inócua e não tínhamos o que esconder) pra entrar em comunidades religiosas, ou de defesa dos direitos dos animais, pra provocar revolta de uma forma mais baixa e agressiva: usando imagens apelativas e perseguições pessoais.

A Velha Guarda da comunidade veio a mim em peso reclamar da direção que a comunidade estava tomando. Os veteranos julgavam que os novatos estavam tirando a coisa do rumo original, que estavam apelando. Eu não dei muita atenção de início, achei que era apenas frescura de usuários de longa data esnobando os iniciantes.

Mas eles estavam certos. A comunidade tinha virado um antro de perfis anônimos que, por falta de habilidade em provocar comunidades de forma sutil, apelava pra ataques de preconceito e racismo. Tinha perdido o nível e, pior, a graça. Nisso eu deletei a comunidade, genuinamente envergonhado por ser o líder daquela esculhambação.

O que aconteceu com essa mudança de atitude é que os Semeadores, que eram essencialmente gente brincalhona fazendo pegadinhas inocentes, viraram sinônimo de terroristas virtuais e racistas.

Como a História é cíclica, isso se repete. O artigo sobre “trollagem” no Encyclopedia Dramatica resume da melhor forma: “trollar é uma arte perdida, repleta de tentativas fracassadas de pessoas que não sabem o que é trollar“.

“Trollar” é, essencialmente, irritar alguém através de uma brincadeira que tem como resultado extrair uma reação esperada do alvo. Uma trollagem bem sucedida é quando o indivíduo se espevita todo pra te corrigir e, segundos após enviar sua resposta, cai em si e percebe que agiu como um fantoche nas mãos do brincalhão, e que acabou fazendo exatamente aquilo que o troll esperava.

Assim como nas brincadeiras dos Semeadores originais, uma trollagem realmente bem sucedida é quando o alvo se vê obrigado a admitir “haha, seu filho da puta, você me pegou“.

É nesse espírito que surgiram memes como o Troll Physics, por exemplo — o “artista” cria uma tirinha em que alguém subverte as leis da física de forma completamente absurda, posta num fórum, e se deleita na confusão resultante de neguim corrigindo ou ratificando o fenômeno desenhado.

Um exemplo pessoal meu é a brincadeira do horário errado, ou do “último brasileiro acordado”, ou o híbrido das duas. Em um momento qualquer do dia eu posto algo como “porra, ainda são 10 da noite aí no Brasil e já sou o único brasileiro acordado”. A reação de corrigir o meu “erro” é sobrepujante e o interlocutor se vê quase obrigado a me informar que eu não sou o único brasileiro acordado, e que não são 10pm no Brasil.

Outro exemplo é quando alguém cita um preço absurdamente surreal pra algum aparelho eletrônico no Brasil (sei lá, um iPad custando 5 mil reais) e eu respondo com “acho um preço justo”. Invariavelmente, alguns — muitos — se emputecem.

E os que já conhecem a brincadeira correm pra ler minhas mentions e rir com a reação inevitável da brincadeira.

Outra trollagem que segue o mesmo caminho é a do “Por que o Xbox 360 tem esse nome“. O troll explica que é porque “quando você vê um Xbox 360, você dá um giro de 360 graus e vai embora“, insinuando que o videogame é de baixa qualidade e não merece ser comprado.

Ao ouvir isso pela primeira vez, todas as células do seu corpo berram em uníssono que após dar um giro de 360 graus, você continua de frente para o console. E quem estiver presenciando a conversa e conhecer a brincadeira rirá da correção.

Claro que não está em meu poder definir como as pessoas deveriam usar um termo, mas pra mim, ISSO é trollagem. Falar uma bobagem qualquer que resultará em correção de milhares de pessoas que não compreendem que você queria justamente a atenção da correção. É relativamente (aliás, é TOTALMENTE) inocente e o alvo da brincadeira acabará eventualmente rindo da pegadinha, e aplicando-a nos amigos.

O problema é que,  assim como aconteceu na Semeadores, o que passa por “trollagem” hoje em dia é atacar alguém pessoalmente. Se o litmus test de uma trollada é que no final o alvo poderá enxergar que foi alvo de uma brincadeira e rir da audácia da provocação, essas “trollagens” amadoras falham absolutamente. Ninguém vai rir da sua “trollada” que consistiu em ofender a mulher, o emprego ou a escolha acadêmica de alguém, por exemplo. Isso não é “brincadeira”, é um ataque pessoal.

Não é a toa que o autor daquele artigo na ED deixou claro que muitos sequer sabem o que significa ser um troll. Troll, me parece, virou sinônimo de hater — alguém que odeia você, por qualquer motivo que seja, e quer que você saiba disso (nem que pra isso seja necessário o mais ácido ataque pessoal que ele puder elaborar contra você).

Trollagem, pra mim, é quando eu digo no twitter que sou o único fã brasileiro da banda X, ou que usuários de Android são o tipo de pessoa que fazem nissin miojo com sardinha e levam pro trabalho dentro de uma garrafa térmica. Idem com o Troll Physics, idem com o “adoro visitar (insira um estado do Sul/Sudeste do país), me lembra muito o meu Ceará”. Ou quando digo que “naruto” é o nome de desenhos animados japoneses.

É algo absurdamente errado dito apenas pra angariar correções revoltadas.

Se você tá consistentemente tentando atacar alguém de forma pessoal e baixa, você não é um “troll”. Não se julgue algum tipo de humorista da web simplesmente porque você tem coordenação motora suficiente pra xingar alguém usando um teclado (ou a coragem pra fazer isso estando atrás de um monitor).

Este vídeo exemplifica de forma perfeita o que eu tou tentando explicar:

Este é o roqueiro Andrew WK fazendo uma performance no Gathering of Juggalos, um evento de fãs de rap/hip hop com notória tendência a hostilizar artistas que faz outro tipo de música. A platéia revoltada joga no palco e no cantor tudo que têm em mãos, e enquanto isso o cara tá lá cantando e dançando e dizendo que dedica a música a eles — em suma, provocando ainda mais os participantes do evento, mas sem xinga-los ou atacar de volta ou qualquer coisa assim.

O cara conhece o histórico do evento e SABIA que isso iria acontecer, e ele participou do show justamente pra arrancar essa reação do público.

Isso é um retrato do microcosmo webernético. Na definição atual, diriam que os “trolls” são a galera que tá atacando o Andrew WK, né? Errado. O Andrew WK, por estar provocando total revolta no público e rindo disso, está trollando milhares de pessoas ao mesmo tempo.

Sacaram a diferença? No público, haters. No palco, um troll rindo da raiva dele (e provocando raiva, note, sem apelar).

Me façam um favor? Pare de se referir a alguém que te odeia através da internet como “troll”. Como defensor da idéia de que uma boa trollagem é uma forma de arte, você está dando muito crédito a alguém que apenas te lança ataques pessoais.

*Nota importante: o termo “troll” foi adicionado à matéria por escolha da redação do Estadão. Eu não uso tal termo dessa forma, e nunca falei a frase “fui um troll”.

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comments

122 comments

  1. Somos raça em extinção, Kid. Os trolls de outrora se perderam em uma enxurrada de merda que estourou quando popularizaram demais a internet.

    O problema não é a popularização em si, mas sim a falta de cultura da maioria esmagadora (educação tem pouco haver com isso, já vi gente que se proclama um feliz portador de diploma de curso superior).

    Eu sou um dos que (ainda) me delicio com as trollagens à forma antiga, fico vendo elas, não respondo e só fico acompanhando a enxurrada de gente indo na onda.

    E, claro, “sucessful troll is ALWAYS sucessful”.

  2. Texto essencial! devia cair no vestibular junto com Memorias postumas de Bras cubas. Já encheu o saco esses moleques criados a base de leite com pera se achando os trolls porque ficam xingando a mãe de não sei quem.

  3. Bom, antigamente ninguém nem sabia o que isso queria dizer. Aí o Felipe Neto fez um vídeo falando sobre “trolls” e agora “FALOU MAL DE MIM É TROLL, OLHOU PRA MIM É TROLL, GUUUR HUUUR DUUUR TROLL”.

    Eu não quero mais viver nessa internet.

  4. Concordo com o que vc disse. Muita gente vem disseminando o significado errado do termo, um exemplo disso é aquele video do seu amigo felipe neto, no qual ele descreve um hater babaca como troll.

  5. Muito bom o post, esclarecendo o primeiro e mais importante significado de “troll”, “trollagem”… Até hoje mesmo, eu estava assistindo a Twitcam de um amigo meu, chegou uma pessoa e falou: “Tira a máscara, ou melhor, você é feio do mesmo jeito #trollface”. Ou seja, praticamente, manchando o significado de troll. Triste isso…

  6. Quanto tempo até alguém gritar um “culpado: inclusão digital”?

    Also, era realmente divertida aquela época, trollagem de várzea, de raiz, trollagem muleque, aquela trollagem de entrar na “Desculpe, eu sou inteligente!” e aguardar até o primeiro/segundo inteligentão do dia descobrir que a trollagem era exatamente ir contra quem chegasse…

  7. Mas ao mesmo tempo acho bobeira elevar a trollagem a um “estado de arte”, ou “uma técnica milenar perdida”.

    Trollar é tão arte e tão milenar quanto implicar com seu priminho mais novo. O único problema é que as pessoas são retardadas e acham que trollar = ser um sem noção que xinga a mãe dos outros.

  8. Brilhantes elucubrações sobre uma diferença sutil e importante.
    No entanto, seria interessante utilizar algum neologismo para referir-se a essa categoria menor de trolls -- ou de aspirantes a.
    Nem uma idéia ainda.

  9. Hoje em dia quando a pessoa está em uma discurssão no twitter e perde os argumentos, virou moda dizer “não vou alimentar um troll” como falta de argumentos, e assim não se pode mais questionar nada que reapidamente vem um dizer “TROLL”.

  10. Kid, no segundo parágrafo acho que você esqueceu de colocar um “é” deixando a frase sem sentido e por consequência todo o resto do texto, que por sinal nem li. Resume isso por favor.

  11. Huahuaha muita boa a gif do MJ.

    Então quer dizer aquele episódio envolvendo o Carlinhos Brown no Rio in Rio III, foi uma trollada? XD

  12. and the oscar goes to… IZZY NOBRE! o unico brasileiro acordado as 10h da noite, em uma quarta feira, assistindo dragon ball z, aquele naruto, em um galaxy tab jailbroken!

  13. “usuários de Android são o tipo de pessoa que fazem nissin miojo com sardinha e levam pro trabalho dentro de uma garrafa térmica.” mas isso não é troll, é a mais sincera verdade…

    Ótimo texto kid.

    Mas fala aí, usuários de Palm fazem oq mesmo? Hahahaha

  14. Bom texto, Izzy!
    E ainda tem gente que não vai compreender…
    Engraçado que só vim a conhecer o termo “troll” e seu real significado (o que você explicou no texto) quando comecei a usar o Twitter com frequência.

    ps.: uma das mais divertidas trolladas suas é a da piada da Ferrari deixada como garantia pelo empréstimo no banco. É incrível o tanto de gente que ainda cai, fico rindo sozinho em frente ao pc. hahahaha

  15. Excelente texto.

    Eu tenho reparado um monte de gente usando o termo troll com um significado diferente do que eu sabia.

    Eu já tava me achando um imbecil por ter entendido errado a parada.

    Até o William Bonner tá chamando os seus haters incorretamente de troll.

  16. AULAS DE TROLLAGEM COM O SENHOR IZZY NOBRE.

    Entre os tópicos:

    -- Como ser um troll de sucesso.
    -- Princípios da trollagem.
    -- Regras básicas para ser um troll.
    -- Dicas.

    DIGRÁTIS, por apenas R$ 9,90.


    Moreira, Dedex -- Diretor de Entretenimento e Fã de Restart.

  17. Bom, AGORA entendi o que é troll…
    Mas se vc ñ se classifica como um troll, qual termo usa para se definir, ou definir a sua brincadeira?

  18. Melina,
    pensei a mesma coisa.

    Geralmente acho os vídeos do Felipe Neto bem coerentes (além de divertidos, claro, que imagino ser o objetivo principal), independente de concordar ou não com a opinião que ele expõe lá. Mas o sobre trolls achei beeem equivocado.

  19. Cara, é aquilo, os n00bs e haters babacas de antigamente estão sendo chamados de trolls, hoje em dia.

    Eu mesma trollava quando era pirralha, junto de colegas de internet. Nós usávamos o que, depois de muitos anos, ficou conhecido como miguxês. Não xingávamos ninguém, sabíamos a norma culta do idioma, mas a gente fazia isso pra irritar grammar nazi. E eles ficaram “que FDPs, me sacanearam nessa” quando descobriam. Era muito mais divertido do que “OMG TUA MÃE ME CHUPOU ONTEM” ou coisa parecida que os ditos “trolls” de hoje em dia falam.

  20. “e opôr à opinião alheia usando explicações falaciosas e, algumas vezes, visivelmente erradas”
    huh, por meu precedente, acho que já te trolei fortemente amigo 😀

    E por sinal, belo texto… foda mesmo.

    Abs.

  21. Excelente texto, Kid. Você deixou bem claro a diferença entre o “troll” e o “hater”. Sem contar que, a galera que tem a mente aberta e já está há um bom tempo na internet, entende de trollagem.
    Até porque, é provável que a maioria das pessoas que já estão na internet há anos já foram trolladas pelo menos uma vez na vida.
    E o melhor de tudo é que essas pessoas aceitam isso normalmente e não se ofendem com trollagem, pois realmente sabem o que é “trollar”.
    Uma coisa chata nisso tudo é: gente que não sabe brincar.
    Pessoas que se ofendem com qualquer coisa que você fala e que não param pra pensar que “isso pode ser uma trollagem”.
    Até porque, essas pessoas nunca trollaram -- e não sabem a diferença entre um “troll” e um “hater”.
    Tem gente que não compreende a diferença entre TROLLAGEM e ATAQUE PESSOAL.
    O que é mais triste, ainda.
    E o pior de tudo é quando a pessoa parte pro ataque pessoal simplesmente porque você fez uma brincadeira ou falou algo totalmente inútil só pra contrariar todo mundo que pensa de outra forma.
    A sua trollagem é sensacional e quem (ainda) se ofende com elas não sabe e nunca vai saber o significado de “troll/trollagem”.

    Só pra constar: texto excelente! Deixou bem claro para todos que já conhecem (e para os que não conhecem) o que é um “troll”. 🙂

  22. Outra coisa ruim, também: é gente que acha ter o direito de zoar alguém e não gosta de ser zoado. Ou seja: esse é o famoso “hater”.
    Pessoas amarguradas que não sabem diferenciar uma “trollagem” de uma “ofensa pessoal”.

  23. Palmas! Palmas! Este texto é um sério candidato para entrar nos Hits do HBD. Aposto que ele abri os olhos de muita gente, que no meio da bagunça de terminologias erradas do ecossistema webistico atual, não sabia diferenciar um TROLL de um HATER. Eu mesmo não sabia da diferença, e pra mim eles eram sinonimos um do outro.

    Agora que os meus olhos foram abertos para mais uma importantissima verdade universal, me deu vontade de botar este conhecimento em prática e dar uma bela trollada em alguem. Mas acho melhor deixar quieto, eu não tenho muito talento em ser sacana.

    Ah, Kid, eu tive uma idéia (que você provavelmente ja teve, mas que se foda, fica registrado como minha idéia aqui), que tal fazer uma premiação anual para os trolls mais bem sucedidos ? Algo como TROLL MASTER 2010 ou MEGA TROLL AWARDS.

    Só pra começar eu queria colocar o maior troll do ano (na minha opinião) no pareo para a vitória : SILVIO SANTOS!

    Todos os que leram a entrevista dele para a folha (ou foi o globo ? sei lá) viram que o alto pontencial de trollagem dele continua inalterado com o passar dos anos. E o que é melhor, graças a sua idade avançada, e ao fato de que ele ja ligou o “ME PROCESSA!” mode, as trollagens só podem melhorar daqui pra frente.

    Um abração Kid, e o ATARI 5200 foi o melhor videogame de todos, FATO!

  24. Kid, eu sou comentador novo no pedaço e só comecei a acompanhar o hbd recentemente, então eu posso estar falando merda, mas eu queria saber se você ja fez um meta-post, um post falando sobre o seu processo criativo na hora de escrever, como você organiza suas idéas. Seria muito foda saber como giram as engrenagens por tras da mente criadora do HBD.

    Abração!

  25. O mais incrível é que e percebi que trollar e “tirar” com a cara da pessoa é a mesma coisa. E que eu faço isso. kkkkkkkkk

    Nunca tinha parado pra pensar.

    O problema é que pessoalmente é mais complicado trollar (ou tirar com a cara dos outros) pois se um cara é chato, e tá falando algo e tu fala “é mas não é assim” te quebrou: te prepara pra uns 20 minutos de explicação. Na net tu pode fechar a janela e voltar depois pra ver o estrago ueheuhuehueh

  26. @Ingo, HUAHUAHUAHUAHUAHUAHU! verdade. Temos que mandar isso pro cardoso, assim ele não vai ser trollado todos os dias (pelo izzy, principalmente). Acabei de ter uma reflexão, agora eu tenho certeza de que o Morroida é um Troll master.

  27. against:

    Pior não é nem isso, hoje em dia só o fato de tu descordar de alguém te transforma em troll

    Pois é, o ruim da velha vida bandida é que nunca mais sabemos o que trollagem e o que é coisa séria.

  28. ah sim, bons tempos… consegui manter fãs do nirvana irritados por SEIS MESES falando que a morte do kurt cobain foi boa, porque resultou no foo fighters, uma banda muito superior.

    um detalhe para contrapor o racismo que você relatou, é que, em uma das discórdias mais memoráveis, nós pentelhamos uma comunidade de neo-nazistas. e uma de sionistas também, só para ser isento hehehe 😛

    esse “core” a que você se refere se reuniu por um tempo na comunidade “adoradores de éris”. o problema é que, mesmo planejando lá os trotes, os adolescentes imbecis que se reuniram na “semeadores…” ainda apareciam para estragar.

    no fim, acabamos desistindo… acho que essa experiência me fez simplesmente não ter interesse em twitter, facebook e o caralho… hoje em dia só tenho orkut para ver foto de menina antes de xavecar.

  29. hahaha meu passatempo nos ultimos meses é alguns perfis na comunidade do ufc no orkut, falando muito bem de lutadores ruins e mal dos bons

    impressionante como o pessoal lá e burro e é trollado fácil, taí uma dica pros iniciantes

  30. Achei o texto bem explicativo para quem, assim como eu, não conhecia a “verdadeira” trollagem. Para mim Troll era justamente aquilo que se fala hoje em dia, um hater, alguém que sente prazer em ataques pessoais desprezíveis. Porque é isso que se diz por aí. E como eu ouvia falar de você como uma espécie de “líder dos trolls”, imaginava que você era um grande babaca. Fiquei muito surpreso com a sua participação no Nerdcast, porque lá você parecia gente fina. Agora entendi!

    Eu sinceramente também não acho engraçado falar algo errado propositalmente para as pessoas me corrigirem, mas gosto de gente bem-humorada, que sabe tirar com os outros e aceita as brincadeiras que fazem consigo. Então passo a ver os agora ditos “verdadeiros trolls” com bons olhos.

  31. Vendo esse vídeo, lembrei do SWU, festival que rolou em Itú esse ano. Antes de começarem as bandas boas, entrou uma banda chamada Yo La Tengo. Eles trollaram MILHARES de pessoas, e acho que sem querer. Faziam um som irritante, que durava 8, 9 minutos cada música, o guitarrista cismava de ficar batendo na guitarra, produzindo sons grotescos, e consequentemente tomando uma sonora vaia dos fãs das bandas seguintes.

    Igualzinho o exemplo do vídeo ai. 😛

  32. Eu admito que não sabia exatamente o que era um troll, já estava confundindo com hater também. Esse post foi esclarecedor, praticamente “enciclopédico”. Valew Kid!
    AND KEEP TROLLING!

  33. Pourra Kidê!! tô ficando sem motivos já, para de ser murrinha e libera o verbo aí

    13- Usou o se Ipad como tábua de carne por engano.

    14- Disse para vc que o Sonic era mais legal que o Mario

    15- Comia Miojo cru com leite condensado (sério, já vi mais de uma pessoa fazer isso, e sempre acho q o próximo passo dela é girar a cabeça em 360º graus e vomitar sopa de ervilha)

  34. Caralho, que bando de nerd vcs… “Arte perdida”, “Velha Guarda”… Vcs são a turminha reprimida do computador buscam alguma forma de poder aparecer e se vingar do mundo… Ai, ai

  35. Ou seja, Troll é um cara que gosta de ser corrigido, insultado ou aviltado só pra dizer: Como sou esperto! Estão fazendo exatamente o que eu provoquei e esperava que fosse feito.

    Putz! Que coisa de perdedor é essa de ser um troll!

  36. Pooooow, texto legal, deu pra entender realmente o que é um troller.
    Troller é basicamente um Hater nao evoluido, Valeu izzy…

  37. melhor lugar para trollar verdaderaimente eh o bate pabo religioso da uol 😀 chega la falando q eh ateu 😀 mas tenha bons argumentos… leia deus um delirio nenhum fiel radical te vencera em nenhum argumento ficara puto e te xingara ou seja u win he lose 😀

  38. Vamos ver se entendi. Troll é o cara que irrita o próximo por esporte? No final é a mesma coisa que um flammer, hater ou qualquer outro faz. É tudo farinha do mesmo saco. No final é tudo a mesma merda. Fácil brincar com os outros na internet, na vida real, é pedir até para levar um tiro, se não conhece o “alvo” da brincadeira.

    Nessas horas dou graças a Deus as possibilidades de alguém ser assaltado, levar um tiro ou ser socado por alguém. Pena que não existe isso na internet.

  39. seis sao td chupa ovo desse cara ai..troll q eh troll nao faz isso q eh uma puta coisa de vi… e ele acha q ele quem crio isso ..nem se acha..esse sr fodao

  40. Muito mariquinha esse seu texto.
    Porque ele se limita a fazer gracinhas e mimimi.
    Eu trolei duas pessoas: ambas me processaram por “perdas e danos morais”.
    Uma delas desistiu ao saber que eu nunca lhe pagaria.
    A segunda, por eu ter-lhe chamado de “pau mole”, me processou, eu não me defendi e o processo foi pra cobrança…
    E eu não vou pagar.
    Fora a “shitstorm” que provoquei em trocentos fandons.
    ISSO é trolagem.
    O que você faz é só mimimi.
    Problem?

  41. Olá pessoal! Eu tenho um blog… e por causa disso, vcs só poderão usar a palavra “Troll” no contexto que eu acho correto…
    Obrigado!
    =)

  42. Nem tem muito o que dizer. Vc disse tudo. As vezes dá vontade de apoiar um troll antes de a pessoa se ligar, mas a reação de quem não sabe “se comportar” acaba me impedindo de fazer pra não virar baderna. É uma pena, adoro quando as trollagens seguem a velha guarda. Quem sabe?

  43. Um bom exemplo de troll: http://www.youtube.com/user/LilWayneMetalGod . Esse cara entra em todos os vídeos com músicas aclamadas por intelectuais (ou pseudo-intelectuais) e comenta como o lilwayne é absurdamente melhor do que qualquer outra pessoa do mundo. Se tiver com paciência, vale a pena ler algumas coisas no perfil dele e checar seus comentários. É hilário.

  44. Então isso é que é trollagem? Interessante.

    Creio eu que depois do termo hacker, o termo troll foi o que mais se desvirtuou do seu significado original.

  45. Pingback: Blog do Lucho

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